quarta-feira, 27 de junho de 2007

Sem ônibus - Terceiro dia

Edinaldo Sousa
Pelo terceiro dia consecutivo, Marabá amanhece sem ônibus nas ruas. A greve dos motoristas e cobradores por reajuste salarial e outras reivindicações continua. Enquanto empregados e empresas não chegam a um acordo, a população é quem paga o pato, tendo que fazer malabarismos para chegar ao trabalho e retornar para casa. E os táxis-lotação, mototáxis, vans e até carros particulares fazem a festa, explorando o trabalhador com preços absurdos para transitar pela cidade. Esta é Marabá!

2 comentários:

Anônimo disse...

De quem é a greve??? os empresários queriam 1,75 o ministério público só permitiu, corretamente, os mesmos 1,50 - por falar nisso, quanto é a passagem em Belém? - e quem é que faz greve? o motorista? bem, acho que esta história está mal contada. E o poder público, prefeito e vereadores? o que é que fazem? "APRECEIAM"! afinal, quem é que financia campanhas? e o povo? se lasca e vota pra deixar de ser burro! tá na hora de vans e microônibus assumirem.
ZEP

João Carlos Rodrigues disse...

Caro Anônimo,

Se você tirar um tempinho para ler a nota "Angústia dos sem-ônibus", postada na terça-feira (26), verá que falamos da falta de coragem para enfrentar as deficiências do transporte coletivo de frente. E é evidente que essa falta de atitude é das autoridades, que são as únicas pessoas com poder para resolver o problema. Agora, dizer que está na hora de vans e microônibus assumirem é, no mínimo, uma temeridade. Não sei se você utiliza os serviços do chamado "transporte alternativo" intermunicipal, mas a falta de qualidade é terrível: não cumprem horários, andam superlotados, trafegam em alta velocidade e a maioria dos motoristas precisam passar por um treinamento intensivo de relações interpessoais para aprender a tratar seus clientes com educação e dignidade. Creio que trocar as empresas de ônibus por vans e microônibus é trocar seis por meia dúzia.
Um grande abraço e apareça sempre para enriquecer o debate no blog.