quarta-feira, 4 de julho de 2007

Prefeito de Tucumã se defende

Em linha direta, o prefeito de Tucumã, Alan de Souza Azevedo (PR), dá a sua versão para os recentes fatos políticos em seu município. Segundo ele, o vice-presidente da Comissão Pró-Tucumã, Antônio Barbosa Soares, o Cabeça Branca, não foi ameaçado pela presidente do Conselho Interativo de Segurança e Justiça (Cisju), Socorro Biagi, conforme foi publicado pela imprensa. Na versão do prefeito, Socorro foi apenas conversar com Cabeça Branca para tentar dissuadí-lo de liderar novas manifestações e tentar mostrar o perigo de se perder o controle sobre os manifestantes, com conseqüências imprevisíveis a partir daí.
O que Alan Azevedo não explicou é porque para conversar com Antônio Barbosa Soares, a presidente do Cisju, Socorro Biagi, precisou levar consigo uma advogada, um delegado de polícia, um tenente e vários outros policiais militares. Não há como negar que a presença de toda essa "comitiva" deixa transparecer uma vontade de intimidar o líder comunitário.
Azevedo disse que o clima de tensão em Tucumã foi criado por pessoas ligadas aos partidos de oposição, especialmente ao PSB e ao PT da vice-prefeita Lucilei Guedes. Não falou claramente, mas insinuou nas entrelinhas que as manifestações têm sido feitas com o intuito de beneficiar a vice-prefeita, que, segundo ele, quer a cadeira de prefeito.
O prefeito falou, ainda, que o Poder Executivo não interferiu na decisão do promotor Márcio Silva Maués de Faria de chamar os donos de carros de som para assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), em que se comprometeram a não divulgar mensagens que incitem manifestações em frente a prédios públicos. Alan garante que os carros de som estavam convocando a população para "queimar a prefeitura" e entende que o promotor agiu corretamente.
Há relatos, no entanto, de que a presidente do Cisju, Socorro Biagi, que também é funcionária comissionada do Executivo, participou da reunião entre o representante do Ministério Público e os donos de carros de som. É preciso esclarecer o porquê de uma funcionária de confiança do prefeito participar desta reunião, se não havia nenhum interesse e interferência do Executivo na ação da Promotoria.
Por fim, Alan Azevedo justifica o problema que deu origem às manifestações em seu município, inclusive com a interdição de ruas. Segundo ele, o carro-pipa que deveria jogar água nas ruas para diminuir a poeira quebrou, o que impediu que a prefeitura aliviasse o sofrimento das pessoas que moram nas ruas de maior movimento.
De forma democrática, está dado o recado do prefeito Alan Azevedo, apesar das dúvidas que ainda pairam sobre vários pontos da questão.

Nenhum comentário: