terça-feira, 28 de agosto de 2007

Coisas da Política

Da coluna "Coisas da Política, edição desta terça-feira do jornal Opinião:


"União

O prefeito Tião Miranda (PTB), independente das diferenças recentes com o empresário Demétrius Ribeiro, se colocou à disposição deste na busca de soluções para a crise gerada com o anúncio feito pela Vale do Rio Doce de que vai suspender o fornecimento de minério de ferro às siderúrgicas Usimar e Cosipar. O prefeito está empenhado nas negociações para encontrar uma saída para o impasse.

Maturidade

Tião Miranda e Demétrius Ribeiro já conversaram e apararam todas as arestas, dentro da lógica de que o possível fechamento de empresas de porte, como a Usimar e a Cosipar, vai gerar grande desemprego e quem perde com isso é o município. Hoje (28), Tião Miranda se reúne com a cúpula da Companhia Vale do Rio Doce para tratar do assunto.

Articulação

O deputado João Salame (PPS) participou ativamente dessa articulação para unir o setor produtivo e o poder público na busca de soluções para a crise. Está se buscando um caminho em que as empresas possam continuar suas operações, mas com o efetivo compromisso de resolver as demandas ambientais que advêm do seu processo produtivo. Provavelmente através da assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que possa resolver de vez a questão.

Eleições

Em Rondon do Pará, município situado na BR-222, o prenúncio é de uma grande disputa entre os partidos da base do governo estadual para definir quem serão os candidatos a prefeito em 2008. Tanto o PT da governadora Ana Júlia Carepa quanto o PMDB de Jader Barbalho e do prefeito Edilson Oliveira têm, cada um, cinco nomes com reais possibilidades disputar a prefeitura.

Peemedebistas

No PMDB, são pré-candidatos à prefeitura o ex-deputado Olávio Rocha; o atual vice-prefeito Luiz Miguel, o Luiz Santa Clara; a presidente do diretório municipal do partido, Ana Kreplli; e o médico Antônio Lopes. Sabe-se que o prefeito Edilson Oliveira tem uma predileção pelo nome de Santa Clara, mas, oficialmente, o candidato será o que aparecer melhor nas pesquisas na época das convenções.

Petistas

Já o PT apresenta como possíveis concorrentes à cadeira de prefeito os vereadores Paulo Sérgio e João da Demacon, o professor João Evangelista, o empresário madeireiro Cezar Rosa Cunha e a presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais Maria Joel. Resta saber quem terá as bênçãos do Palácio dos Despachos para concorrer.

Oposição

Como única candidata de oposição, até agora, apresenta-se a empresária Cristina Malcher (PSDB), muito conhecida por sua atuação no setor ruralista, especialmente na organização das feiras agropecuárias de Rondon do Pará. Os demais partidos contrários aos governos estadual e municipal ainda não se manifestaram se lançarão candidatos à prefeitura, no próximo ano. (...)

Conversa

Para o presidente da Federação da Agricultura do Estado do Pará (Faepa), Carlos Xavier [conforme nota em prestigiada coluna de um jornal da capital], é muito estranha essa conversa dos donos de frigoríficos de que está faltando matéria-prima para as indústrias paraenses. Os empresários alegam que a exportação de bois vivos para a Venezuela e o Líbano está deixando as indústrias sem gado para abate.

Números

Para Carlos Xavier tudo isso não passa de conversa fiada e, de fato, é muito esquisita essa história quando confrontada com os números da produção de bovinos de corte no Estado. Em setembro de 2004, somente o município de São Félix do Xingu tinha 1,6 milhão de reses com vacina notificada no escritório da Adepará. Seguramente, o município tem hoje mais de 2 milhões de reses bovinas.

Intrigante

Quem viaja regularmente pelo interior do Estado, especialmente pelas regiões sul e sudeste, pode testemunhar a enorme produção de gado que existe em um sem-número de fazendas que trabalham nessa atividade em muitos municípios. É intrigante a alegação dos frigoríficos de que está faltando matéria-prima para suas operações. Definitivamente, há alguma coisa mal explicada nessa história."

Um basta à violência

A sociedade marabaense resolveu reagir aos crescentes índices de violência na cidade. A Ordem dos Advogados do Brasil, Associação Comercial e Industrial de Marabá, prefeitura e Câmara de Vereadores estão organizando um grande ato público para mobilizar toda a comunidade em favor da paz.

Nesta quarta-feira, às 19h00, no auditório do Hotel Del Príncipe, acontecerá reunião preparatória do evento.

Já não era sem tempo de acontecer uma reação à bandidagem e à falta de ações eficazes dos órgãos de segurança pública do governo do Estado. Ninguém aguenta mais viver no clima de tensão que tomou conta de Marabá nos últimos tempos.

PA-279

Matéria que é manchete principal da edição de hoje do jornal Opinião:

"Campo minado
Sem-teto e sem-terra interditam rodovia PA-279

Nilson Santos (Da Redação) – Até o início da noite de ontem (27) era tenso o clima na rodovia PA-279, onde grupos antagônicos ligados a famílias de sem-terra e de sem-teto interditaram um trecho da estrada, entre Ourilândia e Água Azul do Norte. Os dois grupos estão disputando uma área de 600 alqueires, que acaba de ser desapropriada da fazenda Santa Clara, na divisa do município de Ourilândia do Norte, no sul do Pará. Pelo menos umas 500 pessoas, somando os dois grupos, estão no meio da pista desde as primeiras horas de ontem.

De acordo com informações levantadas pela reportagem do Opinião, o impasse entre os dois grupos se deu em face dos sem-teto terem se sentido preteridos, uma vez que o Incra comprou a área mediante processo de desapropriação da fazenda Santa Clara. Ali devem ser assentadas 238 famílias clientes da reforma agrária, já cadastradas pelo Incra. Os sem-teto decidiram impedir o assentamento, sob a alegação de que a terra está dento do núcleo urbano de Ourilândia e, portanto, deve ser ocupada pelos sem-teto.

De acordo com informações repassadas pelo secretário de Comunicação da Prefeitura de Ourilândia, Francisco Carvalho, por muito pouco não foi registrado confronto entre as duas facções, que estariam armadas. Mas pela parte da manhã, ainda segundo Carvalho, houve tiros no acampamento dos sem-terra, sem que, no entanto, ninguém tenha saído ferido. Guarnições da Polícia Militar (PM) foram deslocadas de Água Azul, Ourilândia e Tucumã, mas o efetivo, em número bastante reduzido por sinal, está apenas observando os acontecimentos. O comando geral da PM, em Belém, ainda não teria se manifestado sobre o problema e nem autorizado qualquer interferência direta no impasse.

Francisco Carvalho informou também que a situação começou a se mostrar preocupante há cerca de 11 dias, quando os trabalhadores rurais receberam a notícia de que finalmente sairiam do acampamento de lona preta, pois seriam contemplados com lotes. A notícia não agradou os sem-teto, que desde então já ensaiavam boicotar o processo de assentamento. Como o Incra começou efetivamente a assentar as famílias de colonos, o impasse redundou na ocupação da rodovia.

O assessor de Imprensa da Prefeitura enumerou que até por volta das 19 horas de ontem já havia uma fila de 36 quilômetros entre Ourilândia e Água Azul, e quase 10 quilômetros em direção a Tucumã. São caminhões, ônibus, carretas e todo o tipo de veículos pequenos que não estão podendo passar, em nenhuma das direções. Há cargas perecíveis que correm o risco de estragar, como carne, leite in natura e verduras e legumes. Prejuízo que pode ser incalculável, já que o sentimento dos manifestantes era, até ontem, a de manter a ocupação até que o impasse seja solucionado.

Ainda de acordo com as informações, grupos de caminhoneiros também estavam ensaiando partir para a violência, na tentativa de romper a barreira dos manifestantes. Teriam pessoas armadas, tanto entre os caminhoneiros quanto os sem-teto e sem-terra.

Por outro lado, informa ainda Francisco Carvalho, que o coordenador do acampamento dos sem-terra, cujas famílias devem ser contempladas com lotes na área da fazenda Santa Clara, já está articulando um novo acampamento. Agora para invadir a fazenda “Mil e Duzentos”, também em Ourilândia, pertencente ao pecuarista Altino Limpaus. Um grupo de 192 famílias já teria sido arregimentado por Raimundo Pinheiro, líder dos sem-terra, que já está montando acampamento nas imediações da “Mil e Duzentos”.

Diante da situação tensa, ontem mesmo o prefeito Francival Casiano (PMDB), de Ourilândia do Norte, seguiu para Belém onde hoje pela manhã deve ser recebido em audiência pela governadora Ana Júlia Carepa (PT). O encontro está marcado para as 9 horas."

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Conflito na PA-279

Francisco de Carvalho

Com a pista interditada, as pessoas foram impedidas de seguir viagem e filas quilométricas de veículos foram formadas nos dois sentidos da estrada



Trabalhadores rurais sem-terra interditaram hoje a rodovia PA-279, próximo ao aeroporto de Ourilândia do Norte. Curiosamente, eles protestam contra a invasão de uma área destinada ao MST, que foi ocupada pelo Movimento dos Sem-Teto. O clima é de muita tensão no local e houve tiros durante o dia, mas sem feridos e sem identificação de quem atirou.

Agora à noite, segundo as informações que chegam de Ourilândia, a tensão aumentou, com os caminhoneiros que estão retidos na estrada ameaçando entrar no conflito para desobstruir a rodovia na marra. Até um carro de som apareceu no local, incentivando o conflito entre os sem-terra e os sem-teto.

O prefeito de Ourilândia, Francival Casseano, foi chamado a Belém pela governadora Ana Júlia, para audiência amanhã às 9 horas da manhã.

Assim já é demais!

Valha-nos, Deus!!! O "corretor do ano" no Pará, Fernando Guimarães Filho, que recebeu o título do Sindicato dos Corretores de Imóveis do Estado do Pará no último sábado, é mais um a discursar contra a reestruturação territorial do Estado, porém sem nenhum argumento consistente para combater a divisão do território paraense [leia mais aqui].

Para defender suas brilhantes idéias, Guimarães Filho chegou a afirmar que "não é verdade que o sul e o oeste do Pará estejam abandonados". Segundo ele, há muitos investimentos aqui nas áreas de segurança, educação, saneamento e outras.

Será que esse indivíduo sabe que os alunos das escolas estaduais em Marabá e nos demais municípios da região fazem o ensino médio sem professores de variadas disciplinas, há décadas, e que o problema continua no atual governo?

O "corretor do ano" saberia, por acaso, a quantas anda a violência em Marabá, com dezenas de assaltos à luz do dia e mais de 500 corpos necropsiados no IML local somente este ano, e que a polícia, apesar dos esforços de seus agentes, não consegue combater a criminalidade por falta de dinheiro, ou seja, de investimentos na segurança pública?

Será que o nobre defensor da unidade do Estado sabe que, dos 37 municípios que formam o sul e o sudeste do Pará, somente Marabá, Conceição do Araguaia e São Félix do Xingu têm sistemas de abastecimento de água da Cosanpa, e ainda assim atendendo precariamente a uma pequena parcela dos moradores dessas cidades?

Será que ele sabe que, pela completa ausência do governo paraense nessa região, é que a Saneatins, empresa de saneamento do Tocantins, já estendeu seus tentáculos para o sul do Pará, operando hoje com abastecimento de água e também com rede e estação de tratamento de esgoto domiciliar em São Geraldo do Araguaia, já que o governo paraense não faz o seu dever de casa?

O "corretor" deveria saber pelo menos que, pelo mesmo abandono, a Saneatins se prepara para abocanhar o abastecimento de água de outras três cidades sul-paraenses, porque o governo do Pará [independente de partidos] nos abandonou há muitas décadas e não há sinal de mudanças no horizonte.

Há quanto tempo o sr. Guimarães não trafega pelas estradas da região [se é que já o fez algum dia], especialmente pela famigerada e esburacada PA-150?

Ora, bolas! É mais um a falar besteira em defesa da manutenção das coisas exatamente como estão, sabe-se lá com quais interesses [será que ele pretende vender o sul e o oeste do Pará, já que é corretor?].

Agora já são quatro os porta-vozes da unidade que falam sem saber do que estão falando, discutem o que não sabem e ofendem a inteligência até mesmo dos belenenses, ao tentar argumentar contra a reestruturação do território paraense.

Se os que são contra a divisão do Pará não arranjarem urgentemente porta-vozes mais qualificados, vão acabar acelerando o processo de divisão. Se chegarem ao Congresso Nacional com o tipo de argumento utilizado pelos srs. Altair Vieira, Joaquim Passarinho, Zé Geraldo e Fernando Guimarães Filho vão facilitar o trabalho das lideranças do movimento pró-criação de Carajás e Tapajós.

Com essa conversa mole dos que mostraram a cara até agora para falar contra a divisão, é bem capaz de os congressistas passarem a olhar o processo de divisão do Pará como uma questão de máxima urgência, para libertar o povo do sul e do oeste do Pará de cabeças tão miúdas como as que têm aparecido na imprensa falando contra Carajás e Tapajós.

domingo, 26 de agosto de 2007

A saga dos sem-argumento

O Liberal, que se autodenomina o "melhor jornal do Norte e Nordeste", continua sua saga contra a reestruturação territorial do Pará. Depois dos fiascos que foram as entrevistas com o presidente da Associação Comercial do Pará (ACP), Altair Vieira, e com o deputado estadual Joaquim Remo-Paysandu-Nossa Senhora de Nazaré Passarinho, que disseram um monte de besteiras sem consistência contra o movimento pela divisão do Pará, a folha dos Maiorana [para usar um termo do nosso amigo Juvêncio Arruda] atacaou hoje de Zé Geraldo. Ele mesmo: o presidente estadual do PT e deputado federal Zé Geraldo é o encarregado do dia de lutar contra Carajás e Tapajós.

Mesmo tendo uma conversa um pouco mais consistente do que os dois inaptos anteriores, Zé Geraldo se utiliza dos manjados argumentos de que os novos Estados são inviáveis pelo custo da infra-estrutura necessária para funcionar os novos governos [sedes do Executivo, Legislativo e Judiciário, Tribunal de Contas, etc.]. Um argumento risível, para quem é lider do partido que governa hoje o Estado do Pará.

E mais: disse o deputado que o momento é impróprio para se discutir a divisão do Pará porque o governo do Estado tem um projeto de integração, de descentralização de investimento, blá blá blá... Conversa que o povo do interior do Pará está ouvindo há 400 anos, sem que nada aconteça.

Sustenta ainda Zé Geraldo que as distâncias das regiões que pretendem se emancipar, com relação à capital, não é justificativa para se pedir a criação de um novo Estado, com o governo mais próximo da população. É... o nobre parlamentar parece conhecer apenas as pistas dos aeroportos, não deve ter enfrentado ainda uma viagem de carro [ou de ônibus] de Belém a Conceição do Araguaia ou a São Félix do Xingu. Deve ser por isso, que o Zé apareceu todo serelepe dia desses, ao lado de dois secretários de Estado (!!!), inaugurando o cascalhamento da estrada que liga Canaã dos Carajás à localidade conhecida como "Posto 70", na PA-150.

Por não estar muito acostumado a percorrer a região por terra, o deputado deve achar uma grande vantagem patrolar e colocar cascalho numa estrada, a ponto de fazer uma festa para inaugurar o serviço, com direito a desenlace de fita e não sei até se não colocaram placa para descerrar. Esse tipo de obra, deputado, as prefeituras e até os colonos estão acostumados a bancar, até pela completa ausência dos governos estadual e federal nos últimos 400 anos.

Confesso que esperava mais do presidente do PT, que fala, na entrevista de hoje em O Liberal, de uma tal "análise conjuntural", porém sem se aprofundar na avaliação de conjuntura alguma.

A bem da verdade, Zé Geraldo e o PT são contra a divisão do Estado apenas porque são contra. E ponto final.

Já disse aqui, e em comentário no blog 5ª Emenda, que não é surpresa para nenhum sul-paraense que o PT [aí incluída a governadora Ana Júlia] se posicione contra a divisão do Estado. Simplesmente porque esse partido sempre foi contra a criação de Carajás. A diferença, repito, é que antes eles podiam sair pela tangente, já que não eram governo, e conseguiram durante muito tempo camuflar sua contrariedade quanto à possível criação do nosso Carajás. Agora, estando no poder, o PT não pôde mais ficar atrás do muro e teve que se posicionar sobre a questão.

Disse lá no 5ª Emenda e vou repetir: não faz nenhuma diferença se Zé Geraldo, Zé das Couves, Zé Passarinho, Zé Vieira ou qualquer outro "Zé", petista ou neopetista, seja contra Carajás. O movimento vai continuar firme e, ainda que demore 10, 20, 50 anos, os sul-paraenses vão permanecer na luta pela emancipação desta região.

Há mais de 20 anos começou essa luta e, em todo esse tempo, o PT se esquivou de abraçar a causa da nossa região. Por que faria diferença agora sua declaração oficial de que é contra os sul-paraenses?

O troco se dará nas urnas.

No mundo da lua

O deputado federal Zenaldo Coutinho (PSDB-PA) é daqueles que acredita em estórias da carochinha. Em entrevista a O Liberal, o parlamentar demonstra estar acreditando numa grande pressão popular sobre o Congresso, na próxima terça-feira, para que seja aprovada a PEC dos temporários, que regulariza o "trem da alegria" dos não-concursados efetivando todos no serviço público brasileiro como se concursados fossem.

Com o governo e a imprensa contra, alguém acredita numa grande massa na Praça dos Três Poderes gritando palavras de ordem em favor da minoria chamada de "temporários"? Só Zenaldo Coutinho parece acreditar. Leia mais aqui.

sábado, 25 de agosto de 2007

Pesadelo do Renan

Muita gente não apostava uma moeda furada no mandato do senador José Nery (PSOL), que assumiu a vaga da governadora Ana Júlia no Senado da República. Nery, até então, era um político desconhecido para a imensa maioria da população paraense, exercendo o cargo de vereador em Abaetetuba.

Com sua postura no Senado, José Nery tem calado a boca de seus críticos e opositores. Beneficiado, é verdade, pelo fato de ser o único representante do minúsculo PSOL na Câmara Alta, o que não tira, de forma alguma, o mérito do senador.

Sem querer polemizar - mas já o fazendo -, Nery tem se destacado em muito da "boiada" e é o mais atuante dos representantes paraenses no Senado Federal.

Quem não deve estar gostando muito do senador paraense é o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), já que todas as denúncias contra ele no Conselho de Ética foram protocoladas pelo PSOL, através de José Nery.

Imprensa livre

Editorial do jornal "O Estado de São Paulo", edição deste sábado, sobre o imbróglio criado com a divulgação da troca de e-mails entre ministros do STF durante o primeiro dia do julgamento do caso do "mensalão":


"A imprensa fez a coisa certa

Mais uma vez a imprensa foi levada ao banco dos réus por ter o jornal O Globo divulgado as mensagens de correio eletrônico entre os ministros Ricardo Lewandowski e Carmen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), captadas pelo fotógrafo Roberto Stuckert Filho. Eles trocaram e-mails na sessão de quarta-feira da Corte, reunida para decidir se abre o processo requerido pelo procurador-geral da República contra 40 acusados de envolvimento com o mensalão. O presidente Lula falou em “invasão de privacidade”. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, ex-titular do Supremo, em “intromissão anticonstitucional em um poder da República”. O presidente da OAB, Cezar Britto, afirmou que o Brasil não pode ter um Big Brother nem cair num “estado de bisbilhotagem”. O presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Walter Nunes, considerou que “a revelação das conversas entre os ministros maltrata o princípio basilar da democracia”.

A confusão é geral, diria Machado de Assis; mas não precisava ser. As democracias são regidas, entre outras, por duas leis de bronze. Uma assegura à sociedade o direito à informação. Outra assegura o direito à intimidade. Por vezes esses princípios parecem a caminho de colidir na zona de sombra de onde termina o primeiro e onde começa o segundo. Porém não - definitivamente, não - neste caso. A informação que a ordem democrática assegura diz respeito aos atos de interesse público praticados por agentes públicos, ainda mais em recintos públicos, mais ainda em eventos públicos - abertos aos “do povo”, como dizem os juristas, e àqueles cuja missão consiste em lhes dar ciência do que se passa nas instituições que sustentam e existem para servi-los. Fora disso, a vida privada é inviolável, salvo por ordem judicial em contrário, como nas autorizações para a interceptação de comunicações de suspeitos de atividades ilícitas, em inquéritos criminais ou na instrução de processos penais.

“Bisbilhotar”, para usar o termo do dia, a esfera particular de figuras públicas - ou seja, as suas atividades e relacionamentos, quando não há motivo razoável para presumir que possam afetar o apropriado exercício de suas funções - é algo inaceitável e merecedor de sanções severas. É também, na sociedade do espetáculo dos dias atuais, em toda parte, um aviltamento dos padrões elementares de decência comum sem os quais a civilidade é no máximo um simulacro. Mas não faz o menor sentido equiparar aos malefícios da cultura de massa, simbolizada por esse detrito televisivo chamado Big Brother - e muito menos à sua versão orwelliana -, o registro e a divulgação de diálogos - por que meio se dêem, ao alcance de terceiros - entre dois membros da mais elevada instância do Poder Judiciário num julgamento de interesse nacional e franqueado à mídia. Esse último fato, aliás, só engrandece o Supremo. O televisionamento dos seus debates é um exemplo reconfortante de que, apesar de tudo, as instituições funcionam.

Onde, portanto, a invasão de privacidade ou a intromissão anticonstitucional quando os ministros interlocutores, na plena condição de agentes públicos togados, trocavam idéias sobre questões públicas? A imprensa não só nada transgrediu, mas fez a coisa certa, aquela que é a sua razão de ser: desvendar para a coletividade o que ela precisa saber, como atributo de cidadania. Jornalista e jornal serviram ao público, informando-o do que pensam dois ministros do STF sobre a matéria a respeito da qual devem se pronunciar, sobre os motivos do presumível voto de um colega no mesmo caso e sobre aspectos da nomeação do eventual substituto de outro, que acabou de se aposentar. O problema - e cada qual julgue como queira se problema existe - seria a adequação da conduta dos dois magistrados, naquelas circunstâncias específicas, e o teor do que se escreveram, de forma acessível às lentes de um fotógrafo a poucos passos deles. O que conta é que os brasileiros comuns puderam conhecer algo do funcionamento da sua Corte maior.

Nas palavras do jurista Ives Gandra Martins, “foi um brilhante trabalho de jornalismo, mas, para quem vive a rotina do Judiciário, nada do que foi apresentado é novo”. Exemplifica: “Às vezes, frases agressivas são trocadas até na hora do café. Só que para o público isso não costuma ser revelado.' "

Advogado do diabo

Emprestado do Noblat (inclusive o título).

Temor

Uma fonte da PA-279, com acesso às empreiteiras que trabalham na pavimentação da rodovia, garante que as empresas Estacon e Semenge recomeçaram o trabalho, depois de meses de paralisação, pela promessa do governo de pagar as parcelas vencidas desde o final da administração Jatene.
A mesma fonte teme que, se o compromisso demorar a ser cumprido, as empreiteiras possam parar novamente.

Deu hoje no jornal

Da coluna "Coisas da Política", edição de hoje do jornal Opinião:


"Disposição

O ex-prefeito de Eldorado do Carajás, Jair da Campo (PMDB), mostra não estar mesmo para brincadeira na disposição de voltar à prefeitura do município em 2009. No último sábado (18), apresentou cem novos filiados ao partido de Jader Barbalho, em solenidade que contou com a participação da deputada Bel Mesquita, madrinha de Jair no seu ingresso no PMDB.

Caminhos

Em Redenção, o ex-peemedebista Éderson da Silva não se filiou ao PT, como era esperado. Foi para o PSB da vice-prefeita Isabel Pimentel, a Tibel como é carinhosamente chamada pelos amigos. Com o ingresso do médico nas fileiras socialistas, aumentam as possibilidades da formação de uma chapa PSB-PT, o que significa dizer que a união PT-PMDB pode chegar ao fim no município. (...)

Convênio

A Prefeitura de Xinguara e o governo do Pará firmaram convênio de R$ 3,2 milhões para obras de infra-estrutura no município. Desse total, R$ 238 mil [já inclusa a contrapartida da prefeitura] serão aplicados na construção da Praça Vitória Régia, no centro da cidade. Nesta praça ficam as sedes dos Poderes Executivo e Legislativo municipais.

Asfalto

O restante do dinheiro será investido na pavimentação de 12 quilômetros de ruas na sede do município, além de obras de drenagem pluvial em áreas de baixada. Na primeira rua a ser asfaltada, que liga o centro de Xinguara às imediações do terminal rodoviário da cidade, as obras de terraplanagem já começaram.

Clamor

De acordo com a Assessoria de Comunicação da prefeitura, outra importante via a ser pavimentada é a que liga o terminal rodoviário à Rodovia Paulo Fonteles (PA-150). Há muito, passageiros e motoristas de ônibus clamam pelo asfaltamento da rua, o que parece estar perto de se tornar realidade. (...)

Água

Trinta anos. É o prazo da concessão dos serviços públicos de água e esgoto que será licitada pela Prefeitura de Tucumã, conforme justificativa publicada no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira (24). A administração municipal alega que não tem dinheiro para fazer frente aos investimentos necessários para fornecer água potável à população e construir rede e estação de tratamento de esgoto domiciliar. A Saneatins, empresa de saneamento do Tocantins, deve participar da licitação.

Olimpíada

Acontece, no próximo final de semana, a 18ª edição da miniolimpíada de São Félix do Xingu. O evento reunirá delegações de diversos municípios do sul do Pará. Durante três dias [31 de agosto e 1º e 2 de setembro], os atletas participarão de competições em várias modalidades, no pátio olímpico instalado pela prefeitura na orla do Rio Xingu. Além dos jogos, haverá shows e um bingo para atrair o público."

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Para ler e refletir

Transcrevo, na íntegra, artigo do jornalista Paulo Leandro Leal, editor-chefe do jornal O Estado do Tapajós, de Santarém, sobre os perigos que rondam o movimento pela criação de novos Estados na Amazônia. Leitura obrigatória para os que pretendem ver um dia emancipadas as regiões sul e oeste do Pará:


"Novos estados, ousadia e os verdadeiros cães

* Paulo Leandro Leal

A discussão sobre a redivisão territorial do Pará ganhou novos contornos nas últimas semanas, com a mobilização da Associação Comercial do Pará (ACP) contra a criação dos novos estados e a pronta reação das associações comerciais mais importantes do interior do estado. Os ânimos se acirraram e, mais uma vez, ficou claro que o Pará já é um estado bastante fragmentado, longe de ser esse território uno, integrado e coeso como defendem os anti-separatistas. Ficou claro, também, que os inimigos da redivisão estão por toda a parte, inclusive nas próprias regiões que hoje sonham com a independência.


Longe de querer enganar o leitor, deixo claro que meu posicionamento não é imparcial nesta questão. Defendo, de forma intransigente até, a criação de novos estados no Pará e na Amazônia. Acredito, também, que já poderíamos ter conquistado a tão sonhada emancipação política, se fôssemos mais ousados. Quando se tem um sonho e se acredita nele, é preciso ousar, lutar cada batalha, a cada dia, para transformar este sonho em realidade.

A emancipação política e administrativa de regiões que sempre foram consideradas um anexo, uma colônia ou um fundo de quintal pela classe governante e empresarial do Pará, é um anseio legítimo do nosso povo. Anseio que deriva do abandono, do sofrimento, da dor sofrida durante anos e anos sem que os gritos tenham sido escutados na nossa Capital. Não escutam por estarem muito longe. Não escutam por estarem muito ocupados defendendo os seus próprios interesses, em detrimento dos interesses do Pará. Não escutam por serem insensíveis.

Não, não existe e nunca existiu uma estratégia da classe política destas regiões para criar novos estados e acomodar grupos políticos e econômicos regionais. No máximo, ecoam um sentimento da população destas regiões, um grito e um clamor por desenvolvimento, Justiça e dignidade. E que muitas vezes não passam disso, um eco na boca de políticos que se desfaz em discursos e mais discursos, sem ações concretas. Não, não se trata de um projeto das "elites" econômicas destas regiões, mas uma vontade popular que transborda nos corações aflitos, nas mentes já cansadas de um povo que insistiu, por muitos anos, em ser paraense.

O nosso governo estadual, liderado pela petista Ana Júlia, mandou dizer que tinha projetos para fazer com que este povo esquecido, abandonado, passasse a se ver como paraense. Não, governadora, são os que comandam este estado que nunca viram estes milhões de pessoas como paraenses. Sempre fomos vistos como números de eleitores em uma planilha eleitoral. Pior, não como eleitores que decidem, mas como um adendo, uma ajuda, um pouco de votos a mais nas urnas, alguém para ser ouvido, mas nunca atendido.

Chega de nos ouvir e pedir a nossa participação. Este povo clama pela solução de seus problemas há anos, décadas e séculos. Será que os mandatários ainda não sabem o que querem? Precisamos de ações, não de sessões em um divã para chorarmos nossas mágoas e contarmos nossos problemas. E as soluções não chegam, as ações não saem do papel. Discursos e mais discursos não se concretizam. O que fazer?, pergunta o João, a Maria, o José, e cada um mais dos moradores que tanto insistiram em ser paraenses.

Só há uma forma de garantir, ao menos, uma nova chance, um novo começo. Uma oportunidade de fazer diferente. Criar novos estados não é diminuir, regredir, mas multiplicar e distribuir. Multiplicar nossa representação política, os empregos, as escolas, os hospitais e as oportunidades de um futuro diferente da exclusão e pobreza. Dividir as riquezas, a renda, as responsabilidades e os resultados.

Basta de dizer que a redivisão vai acabar com o Pará. Ele já está acabado, pois assim deve ser considerado um estado que não consegue dar dignidade aos seus habitantes. Ele já está fragmentado, rompido, apartado. Durante tantos anos, a classe política se mostrou totalmente inepta e incompetente para administrar tamanho território. E não há o menor indício de que isso vá mudar agora. E nem depois. Pelo contrário, continuamos a ser colônia, para a exploração alheia. Sangue que alimenta o vampirismo daqueles que não querem, isso sim, perder seus privilégios.

Por fim, precisamos ousar. A ousadia é uma arma dos fortes. E precisamos ser fortes, inclusive, para enfrentar os covardes de nossas próprias regiões. Precisamos de coragem para enfrentar os adversários conhecidos, mas também os verdadeiros cães que latem a f avor dos novos estados, mas mordem, na calada da noite, traiçoeiramente, os que defendem este projeto. E o fazem em nome de projetinhos pessoais ou do próprio orgulho, ferido diante da ação de novos líderes que começam a demonstrar ousadia. Os acontecimentos das últimas semanas começam a mostrar de que lado as pessoas estão. Os que como eu, defendem a redivisão do Pará, à luta.Tomando sempre cuidado com os vampiros que querem sugar nosso sangue e suor e com os cães, os vira-latas que podem nos morder em nossa própria casa.

*O autor é jornalista e editor do Jornal o Estado do Tapajós, em Santarém (PA)"

sábado, 11 de agosto de 2007

Presente ideal


FELIZ DIA DOS PAIS!!!

Audiência

Ainda sobre segurança. depois de fazer um duro pronunciamento sobre o tema na Assembléia Legislativa, o deputado João Salame (PPS) propôs ao governo estadual, especialmente às autoridades da área de Segurança Pública, uma reunião em Marabá na próxima sexta-feira (17) para discutir os índices insuportáveis da violência na cidade.

O objetivo é discutir um plano emergencial para combater a bandidagem. Da reunião, se confirmada, deverão participar as autoridades locais do setor de segurança, bem como as autoridades do município e lideranças comunitárias.

O governo ficou de confirmar na segunda-feira se aceita participar da reunião.

Ação

Depois de meses de terror no bairro Novo Horizonte, complexo Cidade Nova, finalmente as autoridades parecem ter começado a se mexer. Na quinta-feira, a polícia prendeu uma quadrilha que vinha assaltando à luz do dia e, só no dia em que foi presa, já havia realizado cinco assaltos.

Ontem, a PM instalou um trailer na Avenida Tocantins, na tentativa de espantar um pouco a bandidagem. Ainda é pouco, mas já pelo menos se tem a impressão que alguém está tentando alguma coisa para iniciar o combate à criminalidade no bairro, que é um dos mais afetados pelo problema.

Eleições 2008 - VII

Da coluna "Coisas da Política", edição de hoje do jornal Opinião:


"Prefeituráveis

Em Rio Maria, município localizado a 260 quilômetros de Marabá, cinco nomes aparecem na lista de pré-candidatos a prefeito ventilada na cidade. O atual prefeito, Aldo Fernandes de Souza (PR), que esteve com sua popularidade em baixa na primeira metade do mandato, ameaça uma recuperação e pode voltar a ser motivo de preocupação para a oposição.

Argumento

Com um discurso apoiado na situação calamitosa em que recebeu a prefeitura do ex-gestor, Eurico Paes Cândido Júnior (PSDB), Aldo vai tentar convencer os eleitores que a culpa do governo ruim em 2005 e 2006 foi da administração anterior. Com a máquina na mão, muita gente ainda acredita que Aldo Fernandes pode surpreender na disputa do ano que vem.

Oponente

Um dos que hoje se apresenta para enfrentar Fernandes foi também o seu principal oponente na eleição de 2004: o empresário Walter José da Silva, o Waltinho do Ouro, que já foi do PTB, do PSB e agora está no PCB (Partido Comunista Brasileiro). Waltinho já foi duas vezes candidato a prefeito e uma vez a vice-prefeito, mas em todas não obteve sucesso.

Novidades

Outro comunista na área é o vereador José Wanderley Barbosa Milhomem, filiado ao PC do B. Seu nome está cotado como um dos possíveis candidatos à prefeitura pela oposição. Outra novidade no circuito dos prefeituráveis é o empresário Paulo Barros Dias, que ainda não tem um partido definido para entrar na briga pelo cargo de prefeito municipal.

Incógnita

O quinto nome da lista é o do ex-prefeito Agemiro Gomes da Silva (PMDB), eleito pela primeira vez em 1996, reeleito em 2000 e cassado no ano seguinte, por desvios de dinheiro do município. Por seu estilo populista, é sempre lembrado como forte candidato, mas seus problemas estão na Justiça, onde responde a uma série de processos por seus atos à frente do governo municipal."

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Queda-de-braço

Ainda sobre a nota abaixo, Almir Gabriel venceu a queda-de-braço com Simão Jatene, na eleição do novo conselheiro do TCE. Seu candidato, Cipriano Sabino, obteve 26 votos contra 15 votos de Bira Barbosa, o preferido de Jatene.

Claro que a vitória de Sabino [e, por conseqüência, de Almir] teve a ajuda do governo do Estado, que, ainda ontem à noite, decidiu apoiar o ex-deputado do DEM para a vaga no TCE.

De qualquer forma, o episódio mostra que, fora do poder, Simão Jatene parece não estar com essa bola toda que imaginava. O blog desconfia que Simão corre o risco de levar uma senhora surra na eleição da nova executiva do PSDB, em outubro.

Sei não, mas se eu fosse o Jatene sairia de fininho e iria pescar em São Caetano de Odivelas. E quando voltasse, voltaria às salas de aula da UFPA, onde o ex-governador é professor.

Ganhou, mas não levou

Botaram água no vinho do ex-deputado Cipriano Sabino (DEM), que já comemorava a escolha, pela Assembléia Legislativa do Estado, para ocupar vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE). A desembargadora Dahil Paraense de Souza, do Tribunal de Justiça do Estado (TJE), concedeu liminar em favor do auditor Erlindo Braga, que desde 2006 vem lutando pelo direito de concorrer ao cargo de conselheiro do TCE.

Erlindo é auditor de carreira do TCE, onde está há 39 anos. No ano passado, foi indicado pelo PT, PSOL, PC do B e PMDB para a vaga, mas até hoje não conseguiu ocupar a cadeira de conselheiro.

A liminar concedida a Erlindo, hoje, torna sem efeito a eleição de Cipriano pela Alepa, até a decisão final da Justiça.

Fantasia

Falamos aqui, no final do mês passado, na nota "Estrada modelo", sobre nossa desconfiança quanto à rapidez da Setran em preparar a estrada que liga a PA-150 ao município de Floresta do Araguaia para ser asfaltada.

Tendo começado a recuperação da estrada há bem pouco tempo, a secretaria informou, em release distribuído pela Coordenadoria de Comunicação Social (CCS) do governo, que a "rodovia está pronta para receber massa aslfática".

Bingo! Nossa cisma tinha razão de ser. Uma fonte do blog que mora em Redenção e trafega constantemente nos 42 quilômetros da estrada de Floresta nos informa que todo o percurso foi recuperado, com um trabalho de excelente qualidade, é bom que se registre. Mas daí até o leito da estrada estar pronto para receber asfalto vai uma grande distância.

Lembra a mesma fonte que a citada estrada é municipal e sequer o processo de estadualização do trecho, em andamento no governo, foi concluído. Ou seja: asfalto por agora só por milagre.

Carajás: comissão se reúne nesta sexta

Reunião amanhã à noite, em Marabá, entre as principais lideranças do movimento pró-criação do Estado de Carajás deve definir os rumos das ações para acelerar a votação do projeto que autoriza a realização de pelbiscito visando à criação do novo Estado.

A idéia é acelerar as ações, inclusive no sentido de esclarecer a população sobre a importância da emancipação do sul e sudeste do Pará.

Em Redenção, foi empossada a diretoria do comitê local pró-emancipação e está sendo trabalhada a criação de uma frente jovem para mobilizar toda a juventude da região em prol do novo Estado.

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HUMILDE OPINIÃO DESSE BLOGUEIRO:

As lideranças do movimento pró-emancipação precisam unificar todas as correntes para que trabalhem na mesma direção. Se cada grupo tentar executar suas idéias sem a aprovação dos demais, por melhores que possam ser essas idéias e as intenções de quem as teve, os resultados serão catastróficos.

Por exemplo: é preciso unificar o núcleo de marketing do movimento [Se é que existe um. Se não existe, precisa ser criado com urgência] e todas as peças publicitárias da campanha, de adesivos a outdoors, precisam ser produzidas sob a orientação desse núcleo ou, pelo menos, com a sua aprovação.

Digo isso porque a coisa já começou a bagunçar. Enquanto o movimento principal, por assim dizer, trabalha um slogan [Carajás, o clamor de um povo] e uma logomarca em todos os seus impressos, a chamada Comissão Brandão está distribuindo adesivos com slogan diferente [Carajás, o sonho do povo] e imagens diferentes, bagunçando tudo. Até um pseudobrasão criaram e colocaram nesse adesivo, desprezando a logomarca criada em Brasília. E isso é só um exemplo.

Pode parecer um fato sem muita importância, mas quem trabalha com mídia sabe da importância do slogan para o sucesso da campanha, bem como a padronização de cores, logomarcas, etc.

Assim não dá. Ou todos trabalham numa só direção ou a vaca vai pro brejo.

Insegurança pública

Em pronunciamento contundente, ontem, na tribuna da Assembléia Legislativa, o deputado João Salame (PPS) fez veementes protestos contra a violência que impera atualmente no município de Marabá.

Salame cobrou do Sistema de Segurança Pública do Estado providências imediatas para combater os criminosos no município.

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Assaltos à luz do dia pelas ruas da cidade, homicídios e outros tipos de ameaças contra as pessoas vêm aterrorizando a população marabaense e não se vê resultados concretos na ação das autoridades. Os cidadãos de bem estão presos em suas residências e os bandidos estão soltos pela cidade.

Não há viaturas nas ruas e rondas pelos bairros nem pensar. O helicóptero que o governo trouxe para Marabá no início do ano, com todas as pompas, sumiu pelos ares. A população está, literalmente, entregue aos bandidos.

Eleições 2008 - VI

Da coluna "Coisas da Política", edição de hoje do jornal Opinião:


"Emoções

Quanto mais próximo fica o prazo final para as filiações e mudanças de partidos dos pretensos candidatos às eleições 2008, mais emocionante ficam as negociações e as especulações nos municípios. Chegamos a Redenção, onde está o maior eleitorado do extremo-sul do Pará e o prefeito Jorge Paulo da Silva, o JPC (PMDB), tenta recuperar sua imagem para se candidatar a um novo mandato na prefeitura.

Ex-aliados

Contra os planos de JPC inimigos poderosos e até antigos aliados, como o PDT de Giovanni Queiroz e o PSB da vice-prefeita Isabel Pimentel, hoje inimiga figadal do seu ex-companheiro de chapa. O nome de Isabel Pimentel é falado, nos bastidores, como o preferido da governadora Ana Júlia Carepa para disputar a prefeitura e, por sua importância na região, Redenção é estratégica para o governo.

Pecuarista

O PDT está negociando em várias direções, mas a possibilidade mais forte é que lance o pecuarista Luciano Guedes, ex-presidente do Sindicato Rural de Redenção e vice-presidente da poderosa Federação da Agricultura do Estado (Faepa), como seu candidato à prefeitura. Guedes foi candidato a deputado estadual no ano passado obtendo 17.296 votos, sendo 3.634 deles em Redenção.

Coligação

Segundo uma fonte da coluna no município, há também a possibilidade de o PDT se unir ao grupo liderado pelos ex-prefeitos Wagner Fontes (PTB) e Mário Aparecido Moreira (PSDB), todos com um só objetivo: derrotar JPC. Wagner Fontes, aliás, caso não haja o consenso com o grupo de Giovanni Queiroz, deve ser o candidato a prefeito pelo grupo liderado por ele e Moreira.

Surpresa

Nesse caso, Mário Moreira [pasmem!] pode lançar o seu nome para vereador. Nos últimos dias, cresceram as especulações nesse sentido e Moreira poderia ir para o Legislativo, numa forma de puxar votos para Fontes e também de fazer uma grande bancada na Câmara Municipal. Outra possibilidade é Moreira aguardar para se candidatar em 2010, disputando uma vaga de deputado estadual.

Por fora

Correndo por fora, há ainda a candidatura do vereador José Roberto, recentemente filiado ao PPS. Com estilo bem populista, o vereador angaria simpatia por onde passa e pode representar perigo real para os grupos mais tradicionais da política redencense. Na sua própria contabilidade, ele diz ter obtido cerca de 12 mil votos para deputado estadual em 2006. Impugnado, o TRE contou seus votos como nulos.

Xerife

Para não fugir à regra de que Redenção tem uma das políticas mais disputadas da região, o pleito de 2008 traz ainda dois possíveis nomes para disputar a cadeira hoje ocupada por JPC. O médico Éderson da Silva (PMDB), que já foi candidato em outras oportunidades, demonstra vontade de fazer uma nova tentativa. Terá que sair do PMDB, evidentemente, onde JPC é o xerife.

Namoro

Mas partido parece não ser nenhum empecilho para Éderson da Silva. Ele está de namoro com o PT, que nunca teve nomes competitivos para disputar a Prefeitura de Redenção, obtendo sempre resultados pífios nas tentativas que fez. O possível casamento entre Éderson e o partido de Ana Júlia pode ser o ajuntamento 'da fome com a vontade de comer'.

Empresário

Um último nome é ventilado como pretendente ao cargo de autoridade maior do município de Redenção. É o do empresário Antônio Lucena Barros, o Maranhense, que por muito tempo atuou no ramo madeireiro na região. Sem nenhuma experiência na política, Maranhense aparece em todas as listas de pré-candidatos feitas na cidade."

Tucanos divididos

A Assembléia Legislativa do Estado escolhe hoje, em votação no plenário, o novo conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Estão na briga os ex-deputados estaduais Bira Barbosa (PSDB) e Cipriano Sabino (DEM), ambos da base de apoio do governo tucano nos últimos anos.

Seja qual for o resultado da votação logo mais, já existe um grande vencedor nessa disputa. Aliás, uma vencedora: a governadora Ana Júlia Carepa (PT). Eu explico: é que a disputa entre os dois aliados tucanos está implodindo qualquer possibilidade de união entre as lideranças do PSDB no Estado e nos seus partidos ditos aliados.

O racha entre os ex-governadores Almir Gabriel e Simão Jatene é visível. Enquanto o primeiro pede votos para Cipriano Sabino o segundo está de corpo e alma na campanha de Bira Barbosa.

A votação para preencher a vaga no TCE pode ser uma prévia do que acontecerá na renovação do diretório do PSDB, prevista para acontecer em outubro. Como Simão Jatene deve ser candidato à presidência do partido, é possível prever que Almir Gabriel apoiará um nome diferente para ocupar o cargo maior da executiva tucana no Pará.

Candidato "fabricado" por Almir Gabriel em 2002, Simão Jatene não demonstrou o mesmo empenho de seu "criador", no ano passado, quando Gabriel tentou voltar ao governo do Estado e acabou sendo derrotado por Ana Júlia.

Dizem as más-línguas que enquanto Gabriel ralava em cima de palanques e em carreatas por todo o Estado, Jatene participava de tranqüilas pescarias em São Caetano de Odivelas [acho que era lá mesmo, não tenho certeza, mas pouco interessa]. Um cenário bem diferente de 2002, quando Almir Gabriel atuava em favor de Jatene como se ele mesmo (Gabriel) fosse o candidato a governador.

Retorno

Oi. Voltei. Depois de uma virose que me abateu na terça-feira, estamos aqui para alimentar o blog. Isso se a internet a lenha de Marabá permitir, mas vamos tentar.

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Laicismo de araque

Escrevi um dia desses um artigo no jornal Opinião sobre a falácia da apregoada laicidade do Estado brasileiro, que tem ligações fortíssimas com as igrejas, especialmente com a religião católica. Apesar de se relacionar também, de quando em vez, com outros credos.

Na edição de hoje do jornal 'O Liberal', na coluna Repórter 70, sessão "Em poucas linhas", vejo estarrecido um exemplo dessa impregnação religiosa no Estado paraense, que anuncia, através da sua governadora, que vai liberar R$ 200 mil mensais para as obras da catedral católica em Belém, garantindo que não faltará dinheiro para a obra no orçamento de 2008.

Tais investimentos são uma afronta aos contribuintes que professam fé diferente da católica. Evangélicos, espíritas, umbandistas, gnósticos e outros tantos, além de agnósticos, humanistas e ateus, são prejudicados nesse tipo de decisão, pois, apesar de recolherem impostos exatamente como qualquer outro cidadão, vêem o seu dinheiro investido na construção ou restauração de um templo católico, fugindo ao princípio da eqüidade entre os cidadãos, tão alardeada como coluna basilar da nossa Constituição.

O "todos são iguais perante a lei", previsto no caput do artigo 5º da Carta Magna, que vá para as favas, diante dos interesses eleitorais dos governantes junto a grandes comunidades que podem render excelentes dividendos nas urnas [e aí o governo do Pará não está só, sendo essa uma prática corriqueira no país].

O Estado não pode ser laico apenas na hora de proibir o ensino da religião nas escolas. Ele precisa demonstrar a sua independência também na hora de expor símbolos religiosos nas repartições públicas [como os crucifixos nos ambientes dos tribunais]; ou quando decide apoiar a realização de eventos que, apesar de se apresentarem como manifestações culturais, como as chamadas festas juninas, nada mais são do que comemorações de santos católicos; ou ainda no momento em que resolve gastar fortunas do erário em reformas como essas de prédios históricos, mas que servem à pratica religiosa de um determinado segmento, em prejuízo de outros.

Até quando os contribuintes serão submetidos a esse tipo de aberração? Até porque o Estado carece de investimentos urgentes em áreas prioritárias como saneamento, pavimentação, educação, saúde, segurança, geração de emprego e outras.

Enquanto pacientes morrem nas unidades de saúde da capital, sob as barbas do governo em todas as suas esferas e níveis, torra-se o dinheiro do contribuinte na restauração de igrejas? Ora, façam-me o favor, mas o povo paraense merece mais respeito!

Voar de TAM: operação de risco

Para voar nos aviões da TAM, o passageiro precisa ter, acima de tudo, espírito de aventura e estar preparado para as mais altas emoções. Quase todo dia os jornais noticiam problemas técnicos nas aeronaves da companhia, que levam à chamada "manutenção preventiva não-programada" e deixam os clientes da empresa com os nervos à flor da pele.

Foi o que aconteceu ontem com os 130 passageiros que viajavam no vôo 3871, que saiu de Belém rumo a Brasília, com escala em Marabá. O avião, um Airbus A319, saiu da capital paraense com aproximadamente uma hora de atraso. Ao chegar em Marabá apresentou defeito em uma das turbinas não conseguindo decolar para a capital federal.

Para piorar a situação, a TAM não tinha nenhum mecânico no aeroporto de Marabá, tendo que se socorrer com mecânicos da concorrente Gol, que salvaram a pátria e conseguiram colocar a aeronave novamente em operação. A decolagem para Brasília só aconteceu às 18h30, três horas depois do horário normal.

Como nos demais casos em que seus aviões apresentam problemas, a TAM sonegou informações aos passageiros, que chegaram a ficar quase uma hora dentro do avião, sem nenhuma informação sobre a demora para voar. Em terra, enquanto aguardavam o conserto da turbina direita do Airbus, os passageiros também não receberam maiores esclarecimentos por parte dos funcionários que trabalhavam no balcão da companhia. O mesmo tratamento foi dado à imprensa.

A Infraero, através do seu gerente em Marabá, informou que não falaria sobre o que chamou de "questão interna da companhia". No escritório da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), no aeroporto de Marabá, também não havia ninguém para falar sobre o assunto.

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Salve-se quem puder




Fábrica da Esperança

Entre tantas críticas, um elogio merecido ao governo de Ana Júlia Carepa (PT), que resolveu dar continuidade ao projeto "Fábrica da Esperança", implantado no governo tucano.
O "Fábrica" é um programa de reinserção social para ex-detentos do Sistema Penal do Estado, que trabalham na fabricação de confecções, bolas e serviço de serigrafia, entre outras atividades, garantindo renda para as famílias dos ex-presidiários e dando-lhes a oportunidade de se recolocar no meio social com dignidade.
O programa estava para morrer de inanição, mas, finalmente, o governo decidiu por sua continuidade, empossando nova diretoria na última quinta-feira.

sábado, 4 de agosto de 2007

Amnésia


Bom fim de semana... se for possível!

Isso nos interessa. Leia com atenção

Projeto de lei que trata da extinção da taxa de assinatura mensal na telefonia fixa tramita na Câmara dos Deputados. Esta é a hora de todos os usuários dos serviços de telefonia residencial e comercial se unirem para pressionar o Congresso pela aprovação do projeto. E todos podem participar, segundo nos informa o competente e sempre antenado jornalista Ademir Braz, em seu blog Quaradouro. Você pode conferir aqui como ajudar nessa luta.

Tudo por dinheiro


Do site do jornalista Cláudio Humberto, colunista do Jornal de Brasília e de outros grandes diários do país:

"R$ 400 mil para tirar a roupa

A revista Playboy ofereceu R$ 100 mil e depois R$ 200 mil para a jornalista Mônica Veloso, ex-amante do senador Renan Calheiros, posar nua. Ela queria R$ 4 milhões, mas fechou por R$ 400 mil, cerca de metade do cachê pago pela revista a celebridades, por exemplo, que participam do programa 'Big Brother Brasil'. Playboy quer uma edição espetacular em setembro: além da jornalista pelada, tenta o 'entrevistão' com o presidente do Senado."

Manifesto por Carajás e Tapajós

Transcrito do Diário do Pará, edição de hoje:

"REDIVISÃO DO PARÁ

Empresários lançam manifesto

A Associação Comercial e Empresarial de Santarém (Aces), juntamente com pelo menos outras 20 associações comerciais do Pará, prepara um manifesto público de apoio à realização do plebiscito para a criação dos Estados do Tapajós e Carajás. O documento, que está tendo a adesão de diversas entidades e instituições da sociedade, vai ser lançado no dia 13 de agosto, na sede da Aces, às 16h, e contará com a presença das entidades e autoridades que assinam o documento e de lideranças sociais que lutam pela criação de novas unidades federativas.

No documento, há manifestações explícitas de apoio à realização de consulta plebiscitária sobre a criação dos novos estados e, ao mesmo tempo, pede aos deputados federais e senadores que votem e aprovem, o mais breve possível, os projetos que tramitam no Congresso e que autorizam a realização do plebiscito. “Uma sociedade justa, moderna e democrática só pode ser construída se os cidadãos tiverem respeitado o direito de decidir sobre os destinos dessa mesma sociedade”, diz o manifesto.

O manifesto diz ainda que lutar para impedir a realização do plebiscito é tolher a liberdade democrática dada aos cidadãos brasileiros pela Constituição. “É impedir que se tenha a chance de optar por um novo modelo de desenvolvimento, que integre ao invés de afastar, que divida ao invés de concentrar e que traga progresso ao invés de pobreza e isolamento”, destaca o documento. Diz ainda que os que defendem a redivisão territorial do Pará não querem nem nunca quiseram impor os novos Estados, mas sofrem durante anos com a imposição de um território continental, cuja administração - centralizada – foi incapaz de responder aos anseios por uma vida digna.

Estudo – O economista José de Lima Pereira, informou que o Estado do Tapajós manterá os melhores índices econômicos e sociais da região. Segundo ele, a região oeste, formada por 25 municípios com densidade demográfica de 1,81 hab/km² o que corresponde a 16% da população paraense com 1,3 milhão de habitantes, ocupa uma área de 722.358,0 km², o que corresponde a 58% da área total do Estado do Pará e 19% da região amazônica. O PIB é equivalente a 6,7 bilhões de reais, sendo Santarém responsável por quase 2 bilhões de reais."



NOSSA MODESTA OPINIÃO:

Creio que esta seria uma ótima oportunidade para todas as associações empresarias do sul, sudeste e oeste do Pará se unirem à Associação Comercial e Empresarial de Santarém nesse manifesto.

Seria uma forma de mostrar à sociedade paraense que a Associação Comercial do Pará (ACP) não tem o apoio dos empresários do interior, quando se posiciona contra a realização do plebiscito. E deixaria claro que a ACP não tem metade do poder que quer mostrar que tem.

A adesão das entidades do interior ao manifesto da Aces deixaria nu [mais do que já está, depois da malfadada entrevista que deu a 'O Liberal' de domingo] o presidente da ACP, Altair Vieira, e seus coleguinhas de diretoria.

Vaias?... Sou todo ouvidos...


Eleições 2008 - V

Da Coluna "Coisas da Política", edição de hoje do jornal Opinião:

"Eleições

Girando na corrida pelas prefeituras da região, chegamos a Jacundá, onde pelos menos seis nomes são cotados para disputar a cadeira hoje ocupada pelo prefeito Adão Ribeiro Soares (sem partido). Ribeiro está no seu segundo mandato e não pode se candidatar a um terceiro consecutivo, mas, com certeza, terá muita influência no pleito de 2008.

Situação

Dois nomes muito comentados no grupo do prefeito são os do padre Adelmo Cagliari e do empresário Dino Altoé. O primeiro deixou a liderança da Igreja Católica no município e viajou para o Maranhão e, em seguida, irá para a Itália. Não se sabe bem qual é a sua disposição para concorrer. O segundo terá que obter a aprovação dos filiados do PT, partido ao qual se filiou recentemente. Tarefa Árdua.

Oposição

O problema para Altoé é que a vereadora Maria de Jesus, também do PT, vem sendo anunciada como candidata a prefeita pela oposição, que tem ainda as candidaturas de José Martins (PMDB) e do empresário Celso Marcos, o
Chapolin (PSB). Outro nome sempre comentado como possível candidato a prefeito é o do jovem empresário Marcelo Porto, filho da vice-prefeita Alcieny Porto e atual presidente da Associação Comercial de Jacundá."

Saco de pancadas

Em um tom bastante carregado, o deputado federal Wandenkolk Gonçalves (PSDB-PA) criticou, em pronunciamento da tribuna da Câmara nesta sexta-feira, o cancelamento da visita do presidente Lula ao Pará. O presidente viria, na última quinta-feira (2), para anunciar as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no Estado, mas acabou fazendo o anúncio sexta-feira em Brasília.

Para Wandenkolk, o medo de vaias foi o motivo do cancelamento da visita presidencial ao Estado. Ele disse que o Pará continuará aguardando Lula e ironizou o fato de o presidente ter dito recentemente que não tem medo de vaias. O parlamentar disse que, provavelmente, o presidente será vaiado no Pará, a exemplo do que tem acontecido na maioria dos Estados, mas afirmou que as vaias aqui serão por tudo o que Lula prometeu e não cumpriu com o povo paraense, desde a campanha eleitoral de 2002.

Wandenkolk enumerou as obras prometidas pelo presidente e até hoje pendentes de execução: eclusas de Tucuruí e o asfaltamento de 2 mil km da rodovia BR-230 (Transamazônica) e da BR-163 (Santarém-Cuiabá), entre outras.

O deputado disse que o país vive, além do "apagão aéreo", o "apagão portuário" e o "apagão rodoviário", além da paralisação do setor público, com a greve de quase 100 mil funcionários públicos federais. E chamou o principal programa de obras do governo Lula, o PAC, de Programa de Acomodação dos Companheiros.

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

E o piloto é o culpado...


Observe a foto acima. É do aeroporto de Congonhas, onde aconteceu o acidente com o avião da TAM no mês passado. A aeronave saiu da pista maior na cabeceira localizada à esquerda, no alto da foto, se espatifando contra o prédio da TAM Express, que fica do outro lado da Av. Washington Luiz, que passa ao lado do aeroporto, e pode ser vista na imagem rente à mesma cabeceira da pista principal de Congonhas.

Agora, olhe em volta do aeroporto. Tanto na pista principal quanto na auxiliar não existe a mínima área de escape para parar uma aeronave sem freios, além das pistas serem muito curtas para operar grandes aviões como o Airbus da TAM [a maior tem 1.900 metros]. Cercado de construções por todos os lados, o aeródromo não permite a menor falha, seja dos pilotos, da torre ou dos aviões, ou seja, não há margem de segurança para as operações feitas ali. E, em dias de chuva, se transforma num potencial matadouro de gente.

É nesse cenário que aconteceu a maior tragédia da aviação brasileira, da qual o governo, que autoriza as operações, quer se eximir de responsabilidade. É aí que as companhias insistem em centralizar os pousos de tantos aviões que chegam por dia em São Paulo, visando apenas à questão econômica sem dar a mínima para a segurança dos passageiros e tripulações e, agora, a TAM também quer tirar o corpo fora, mesmo com tantos indícios de que a manutenção do Airbus A320 envolvido na tragédia apresentava inúmeros problemas. É nesse aeroporto da foto que as autoridades liberaram os pousos de grandes aeronaves numa pista sem grooving [ranhuras que ajudam na aderência dos pneus ao asfalto].

E querem nos convencer que a culpa pelo acidente é somente dos pilotos.

Cozinhando o pepino da aviação


quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Somos um pais de insensatos?

Tenho insistido, em minha coluna no jornal Opinião, sobre a insensatez do governo, da TAM e de parte da imprensa em querer, de todas as formas, culpar o piloto e o co-piloto do Airbus acidentado no mês passado em Congonhas (SP) pela tragédia acontecida. Algumas declarações, inclusive da matéria da revista Veja desta semana que mexeu com o país, não parecem plausíveis e não resistem a uma mínima reflexão sobre o caso.

Pilotos com a experiência dos comandantes Kleyber Aguiar Lima e Henrique Stephanini di Sacco dificilmente cometeriam um erro tão primário como o de posicionar erradamente o manete [alavanca que controla a aceleração da turbina e aciona o reversor do avião]. E mais: as transcrições das gravações da caixa-preta, divulgadas ontem pela CPI do Apagão Aéreo, contradizem os que querem nos convencer de falha humana, apenas, no acidente com o avião da TAM. Senão, vejamos:

A certa altura das gravações, já nos momentos decisivos da aterrissagem, um dos pilotos pede: "Desacelera, desacelera...". O outro responde: "Não dá, não dá...". Ora, se o instrumento usado para acelerar e desacelar o avião é o manete, como dizem todas as reportagens sobre o acidente da TAM, quando foi pedido que o avião fosse desacelerado, onde mais o piloto ou o co-piloto iria procurar fazê-lo senão no manete? E, o fazendo, não iria notar que a alavanca estava na posição errada?

Seria como se, em um carro, alguém pedisse ao motorista para parar e ele não soubesse onde está o pedal do freio, o que é absurdo no caso de dois comandantes com 20 ou quase 30 anos de aviação como os dois que pilotavam o Airbus da TAM.

Há, sim, muita vontade de se livrar da culpa, tanto por parte da companhia, quanto do governo e do fabricante do avião. Isso está claro. E o caminho mais curto é culpando quem não pode mais se defender: o piloto e o co-piloto da aeronave, que morreram no acidente.

É de revoltar qualquer um que tenha o mínimo de vergonha na cara e de sentimento humanitário. As famílias dos pilotos estão abaladas com toda essa vergonhosa história, como mostra reportagem da Folha Online, que você pode, e deve, ler aqui. Leia e reflita sobre onde chegamos nesse nosso Brasil.

Pronto. Problema resolvido...


Carajás - A luta continua

Na primeira sessão do segundo semestre, realizada ontem na Câmara Municipal de Marabá, os vereadores reagiram de forma veemente ao posicionamento contrário à criação dos Estados de Carajás e Tapajós, assumido recentemente pelo governo do Estado. Entendem os vereadores [e nós concordamos integralmente com eles] que não basta vir aqui falar de integração sem nenhuma ação concreta que possa mudar a vida da nossa gente, como tem o feito o governo de Ana Júlia (PT) e fizeram todos os outros que a antecederam no comando do Estado.

Ainda ontem, três secretários de Estado estiveram em Marabá participando de reuniões com empresários e do Planejamento Territorial. Pergunta-se: o que trouxeram de real para o município e a região, a não ser muito blá blá blá, que tem sido a marca desse governo até agora?

Tem razão o prefeito Tião Miranda quando chama o seu programa de obras de "Plano de Realizações Participativas", numa alusão clara ao excesso de plenárias, seminários e outras reuniões do governo petista. Estamos discutindo as necessidades da região há anos. Basta perguntar aos deputados do PT ou outras lideranças do partido na região o que precisa ser feito para melhorar a vida de quem mora por aqui. Eles saberão responder de cor e salteado. É só arregaçar as mangas e começar a fazer.

Integração regional só na conversa não dá. A presença do governo precisa acontecer através de obras, serviços, ações que possam ser sentidas no dia-a-dia do cidadão. Aí está a questão da insegurança a bater nas nossas portas todos os dias, sem que haja reação efetiva do governo para coibir a bandidagem.

É por tudo isso que aumenta o clamor das pessoas pela emancipação. E não é apenas se posicionando contra que o governo conseguirá impedir que o movimento pela criação de Carajás continue crescendo a cada dia.

PT expulsa Ribita

Está em Belém, correndo atrás do prejuízo, o prefeito de Canaã dos Carajás, Joseílton Nascimento Oliveira, o famoso Ribita. Expulso do PT pelo diretório municipal do partido, Ribita foi pedir arrego ao deputado Paulo Rocha para tentar reverter a situação.

Os petistas entregaram todos os cargos que detinham na prefeitura, depois de um longo desgaste pela forma conturbada de governar de Joseílton.

Agora, a briga intestina [como diria nosso amigo Juvêncio Arruda] está entre o PMDB e o PP, ambos querendo o espólio petista no governo. Aliás, o destino de Ribita, caso não consiga anular o processo de expulsão do PT, deverá ser o PP de Gerson Peres.

Sabe-se que os índices de popularidade de Ribita não vêm bem há muito tempo, mas ele não abre mão de disputar a reeleição em 2008. Ainda que seja para repetir o feito do ex-prefeito Anuar Alves (PDT), que conseguiu perder a eleição em 2004 mesmo estando no poder.

E vejam só as voltas que o mundo dá: uma fonte que mora lá em Canaã garante que Anuar é hoje o favorito para ocupar novamente a cadeira de prefeito. Mas há "trocentos" outros nomes querendo entrar nessa briga para ser prefeito da cidade, todos de olho nos royalties gerados pelo Projeto Sossego.

Ouvido afinado


Realizações participativas

Foi batizado de Plano de Realizações Participativas (PRP), pelo prefeito Tião Miranda (PTB), o pacote de obras lançado recentemente pela Prefeitura de Marabá, numa claríssima contraposição ao Planejamento Territorial Participativo (PTP) do governo do Estado.

No seu melhor estilo, Miranda mostra que é preciso mais ação e menos conversa para resolver os problemas que afligem a população.

Várias frentes de serviço estão em andamento, em diversos bairros da cidade, incluíndo a pavimentação de ruas, construção e reforma de escolas, drenagem de águas pluviais e outras.

Hoje à noite, no auditório da Secretaria Municipal de Saúde, Tião Miranda assina convênios com a Companhia Vale do Rio Doce, num total de R$ 9,65 milhões, para mais obras na cidade.

Eleições 2008 - IV

Da coluna "Coisas da Política, edição de hoje do jornal Opinião:

"Eleições

Continuamos nossa 'viagem' pela região, para informar quem é quem na preparação da disputa pelas prefeituras, que acontecerá nas eleições do ano que vem. Na efervescente política de Canaã dos Carajás, onde o prefeito Joseílton Nascimento Oliveira, o Ribita, tenta equilibrar sua base política em busca da reeleição, um grande número de pré-candidatos sonha em ocupar a cadeira de prefeito a partir de 2009.

Nomes

Além de Ribita, encalacrado com a expulsão do PT, aparecem como pré-candidatos os empresários Jeová Andrade (PPS), Valdemar da Pavinorte (PSDB) e Hélio Ferreira da Costa (PMDB); o vice-prefeito Misael Geraldo de Carvalho (PSB); e o vereador Dermivaldo Pereira da Costa, o Pingo (PMDB). Além destes, estão no páreo, o ex-prefeito Anuar Alves (PDT), Júlio Oliveira (PSOL), José Batista (PSDC), Joaquim Martins e João Batista, os dois últimos do PT."

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Não vem mais? Que pena...


Conexão cai-cai

Continua difícil de postar por aqui, por causa da internet a lenha de Marabá.

Greve no ar

Parentes e amigos das vítimas do vôo 3054 da TAM preparam um protesto para o dia 18 de agosto, na tentativa de pressionar as autoridades e companhias aéreas para que resolvam o caos aéreo que coloca em risco a vida dos passageiros que ainda se aventuram a embarcar em aviões no Brasil.

O objetivo é que as pessoas não viajem de avião no dia 18, numa verdadeira "greve de passageiros" que mostre a capacidade de reação dos cidadãos frente ao descaso das empresas de aviação e órgãos governamentais com a situação.

E-mails estão sendo enviados para sensibilizar as pessoas a aderir ao movimento.