
terça-feira, 31 de julho de 2007
Caso de Polícia
Depois de ler uma nota no blog do Juvêncio, resolvi publicar a íntegra do texto do Estadão, edição de sábado (28), sobre a irresponsabilidade do governo brasileiro no caso do aeroporto de Congonhas. É de revoltar os cidadãos de bem. Leia:
"Teremos um acidente'
Repercutiu menos do que merecia uma passagem assombrosa do depoimento de quatro horas do brigadeiro Jorge Kersul Filho, chefe do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), à CPI do Apagão Aéreo da Câmara, anteontem. As suas afirmações não deixam a menor dúvida de que a catástrofe do vôo 3054 da TAM - à parte quaisquer outros fatores que possam ter contribuído para o descontrole do Airbus em seguida ao seu pouso normal - foi efetivamente a tragédia anunciada que o governo vem tentando negar desde o primeiro momento, para separá-la da crise no setor pela qual a sua responsabilidade é intransferível.
O Planalto, como o demonstrou expressivamente, digamos assim, o assessor Marco Aurélio Garcia, quer porque quer que a causa básica do desastre tenha sido uma combinação de falha mecânica da aeronave com imperícia de quem a pilotava - sem interferência alguma de falhas estruturais, como o estado da pista e outras. Mas o brigadeiro Kersul, embora muitas vezes medindo as palavras e evitando tirar conclusões taxativas, contou uma história escabrosa a que acrescentou um comentário devastador. Uma coisa e outra apontam inequivocamente na direção dos problemas estruturais que o presidente Lula só veio a admitir, tangencialmente, ao dar posse ao novo ministro da Defesa, Nelson Jobim.
A história é a de uma reunião de emergência ocorrida em 28 de dezembro. Motivada pela série de incidentes com aviões no maior aeroporto brasileiro, ao longo do ano, dela participaram representantes do Cenipa, Anac, Infraero e ainda das companhias aéreas. O militar relatou ter dito então: “Tudo leva a crer que teremos um acidente em Congonhas.” Decidiu-se então interditar a pista principal quando chovesse e reformá-la para melhorar a sua segurança. Ainda assim, “não conseguimos evitar o acidente que tínhamos previsto”. O seu comentário: “(Foi) incompetência de todos os envolvidos com a atividade.” Mas, como sempre, alguns são mais incompetentes - ou algo pior - do que outros.
A reforma da agora tristemente notória pista 35 é um quebra-cabeça cujas peças, à medida que se encaixam, lançam novas luzes incandescentes sobre o desempenho abaixo da crítica da Infraero, a obesa estatal (26,5 mil funcionários) que aumentou os salários dos seus dirigentes em cerca de 50% desde 2001, dá-se ao luxo de pagar adicionais de férias também de 50%, no lugar dos 33% previstos em lei, tudo supostamente em nome da boa administração de 68 aeroportos no território, além de outras instalações ligadas ao transporte aéreo. A Infraero, como se sabe, liberou a pista 35 sem os sulcos que ajudam a escoar a água acumulada das chuvas. Na versão oficial, isso faria pouca diferença.
Não foi o que Lula ouviu na quarta-feira de três comandantes, um da Gol e dois da TAM, levados a ele, a seu pedido, por um ex-sindicalista do setor para uma reunião reservada (que afinal vazou no jornal Valor, em reportagem de Claudia Safatle). Os convidados comentaram o desconforto dos pilotos com os sucessivos recapeamentos da pista de Congonhas. Isso porque, entre o recapeamento e a escavação das ranhuras, que deve esperar a maturação do asfalto, quando chove a água se infiltra no material, que começa a soltar uma oleosidade, tornando a pista extremamente escorregadia. Para detectar esse “sabão”, é necessário um equipamento usado em outros países, mas não pela Infraero. “Ninguém nunca me falou disso antes”, reagiu Lula.
O presidente contou que perguntou ao presidente da Infraero, José Carlos Pereira, por que não se recapeou a pista com concreto, bem mais seguro. O brigadeiro respondeu que sairia mais caro. Zelo muito estranho, esse, que não existe quando se trata de salários e adicionais de férias. No ano passado, o Tribunal de Contas da União (TCU), auditando uma série de obras em Congonhas, identificou numerosos superfaturamentos, além de sobrepreços de até 250%, no caso de pontes para embarque de passageiros pelas quais a Infraero pagou R$ 2,21 milhões, ou R$ 1,4 milhão acima do valor de mercado. Agora o TCU vai investigar a reforma da pista 35, que custou R$ 19,9 milhões, num contrato sem licitação, a pretexto de ser uma emergência. Pode ser que nunca ninguém tenha falado a Lula dos problemas da pista. Mas ele, como todo brasileiro medianamente informado, sabia que havia problemas e podia imaginar a relação disso com a incompetência e a corrupção na Infraero."
"Teremos um acidente'
Repercutiu menos do que merecia uma passagem assombrosa do depoimento de quatro horas do brigadeiro Jorge Kersul Filho, chefe do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), à CPI do Apagão Aéreo da Câmara, anteontem. As suas afirmações não deixam a menor dúvida de que a catástrofe do vôo 3054 da TAM - à parte quaisquer outros fatores que possam ter contribuído para o descontrole do Airbus em seguida ao seu pouso normal - foi efetivamente a tragédia anunciada que o governo vem tentando negar desde o primeiro momento, para separá-la da crise no setor pela qual a sua responsabilidade é intransferível.
O Planalto, como o demonstrou expressivamente, digamos assim, o assessor Marco Aurélio Garcia, quer porque quer que a causa básica do desastre tenha sido uma combinação de falha mecânica da aeronave com imperícia de quem a pilotava - sem interferência alguma de falhas estruturais, como o estado da pista e outras. Mas o brigadeiro Kersul, embora muitas vezes medindo as palavras e evitando tirar conclusões taxativas, contou uma história escabrosa a que acrescentou um comentário devastador. Uma coisa e outra apontam inequivocamente na direção dos problemas estruturais que o presidente Lula só veio a admitir, tangencialmente, ao dar posse ao novo ministro da Defesa, Nelson Jobim.
A história é a de uma reunião de emergência ocorrida em 28 de dezembro. Motivada pela série de incidentes com aviões no maior aeroporto brasileiro, ao longo do ano, dela participaram representantes do Cenipa, Anac, Infraero e ainda das companhias aéreas. O militar relatou ter dito então: “Tudo leva a crer que teremos um acidente em Congonhas.” Decidiu-se então interditar a pista principal quando chovesse e reformá-la para melhorar a sua segurança. Ainda assim, “não conseguimos evitar o acidente que tínhamos previsto”. O seu comentário: “(Foi) incompetência de todos os envolvidos com a atividade.” Mas, como sempre, alguns são mais incompetentes - ou algo pior - do que outros.
A reforma da agora tristemente notória pista 35 é um quebra-cabeça cujas peças, à medida que se encaixam, lançam novas luzes incandescentes sobre o desempenho abaixo da crítica da Infraero, a obesa estatal (26,5 mil funcionários) que aumentou os salários dos seus dirigentes em cerca de 50% desde 2001, dá-se ao luxo de pagar adicionais de férias também de 50%, no lugar dos 33% previstos em lei, tudo supostamente em nome da boa administração de 68 aeroportos no território, além de outras instalações ligadas ao transporte aéreo. A Infraero, como se sabe, liberou a pista 35 sem os sulcos que ajudam a escoar a água acumulada das chuvas. Na versão oficial, isso faria pouca diferença.
Não foi o que Lula ouviu na quarta-feira de três comandantes, um da Gol e dois da TAM, levados a ele, a seu pedido, por um ex-sindicalista do setor para uma reunião reservada (que afinal vazou no jornal Valor, em reportagem de Claudia Safatle). Os convidados comentaram o desconforto dos pilotos com os sucessivos recapeamentos da pista de Congonhas. Isso porque, entre o recapeamento e a escavação das ranhuras, que deve esperar a maturação do asfalto, quando chove a água se infiltra no material, que começa a soltar uma oleosidade, tornando a pista extremamente escorregadia. Para detectar esse “sabão”, é necessário um equipamento usado em outros países, mas não pela Infraero. “Ninguém nunca me falou disso antes”, reagiu Lula.
O presidente contou que perguntou ao presidente da Infraero, José Carlos Pereira, por que não se recapeou a pista com concreto, bem mais seguro. O brigadeiro respondeu que sairia mais caro. Zelo muito estranho, esse, que não existe quando se trata de salários e adicionais de férias. No ano passado, o Tribunal de Contas da União (TCU), auditando uma série de obras em Congonhas, identificou numerosos superfaturamentos, além de sobrepreços de até 250%, no caso de pontes para embarque de passageiros pelas quais a Infraero pagou R$ 2,21 milhões, ou R$ 1,4 milhão acima do valor de mercado. Agora o TCU vai investigar a reforma da pista 35, que custou R$ 19,9 milhões, num contrato sem licitação, a pretexto de ser uma emergência. Pode ser que nunca ninguém tenha falado a Lula dos problemas da pista. Mas ele, como todo brasileiro medianamente informado, sabia que havia problemas e podia imaginar a relação disso com a incompetência e a corrupção na Infraero."
Eleições 2008 - III
Da minha coluna "Coisas da Política", edição de hoje do jornal Opinião:
"Eleições
Em Itupiranga, as eleições de 2008 devem ser marcadas pela participação dos mesmos nomes que gravitam há muitos anos em torno da prefeitura local. Além do atual prefeito Adécimo Gomes (PR), candidato natural à reeleição, estarão na disputa os ex-prefeitos Benjamin Tasca (PT) e José Milesi (PMDB). Se não houver nenhuma surpresa de última hora, desses três nomes sairá o próximo prefeito do município.
Ex-tucano
Benjamin Tasca foi prefeito de Itupiranga de 1997 a 2004. Aliado dos mais próximos dos ex-governadores Almir Gabriel e Simão Jatene, se manteve no ninho tucano até este ano, tendo trabalhado na campanha de Almir Gabriel em 2006. De forma surpreendente, filiou-se ao Partido dos Trabalhadores, recentemente, mostrando seu grande apego ao poder.
Peemedebista
José Milesi é ligado ao deputado federal Jader Barbalho, presidente regional do PMDB, por quem foi indicado para assumir a Diretoria Regional do Detran em Marabá. Milesi foi o candidato derrotado por Adécimo Gomes em 2004, mas teve a expressiva votação de 8.096 eleitores do município, ficando pouco mais de dois mil votos atrás do vencedor.
Atual
Adécimo Gomes, eleito em 2004 em sua segunda tentativa de chegar à prefeitura, vem fazendo uma administração marcada por denúncias de irregularidades – especialmente por parte do Sintepp, o sindicato dos profissionais da educação –, mas com um grande número de obras inauguradas, o que pode contar a seu favor nas urnas. As eleições em Itupiranga, com certeza, serão marcadas por grandes emoções."
"Eleições
Em Itupiranga, as eleições de 2008 devem ser marcadas pela participação dos mesmos nomes que gravitam há muitos anos em torno da prefeitura local. Além do atual prefeito Adécimo Gomes (PR), candidato natural à reeleição, estarão na disputa os ex-prefeitos Benjamin Tasca (PT) e José Milesi (PMDB). Se não houver nenhuma surpresa de última hora, desses três nomes sairá o próximo prefeito do município.
Ex-tucano
Benjamin Tasca foi prefeito de Itupiranga de 1997 a 2004. Aliado dos mais próximos dos ex-governadores Almir Gabriel e Simão Jatene, se manteve no ninho tucano até este ano, tendo trabalhado na campanha de Almir Gabriel em 2006. De forma surpreendente, filiou-se ao Partido dos Trabalhadores, recentemente, mostrando seu grande apego ao poder.
Peemedebista
José Milesi é ligado ao deputado federal Jader Barbalho, presidente regional do PMDB, por quem foi indicado para assumir a Diretoria Regional do Detran em Marabá. Milesi foi o candidato derrotado por Adécimo Gomes em 2004, mas teve a expressiva votação de 8.096 eleitores do município, ficando pouco mais de dois mil votos atrás do vencedor.
Atual
Adécimo Gomes, eleito em 2004 em sua segunda tentativa de chegar à prefeitura, vem fazendo uma administração marcada por denúncias de irregularidades – especialmente por parte do Sintepp, o sindicato dos profissionais da educação –, mas com um grande número de obras inauguradas, o que pode contar a seu favor nas urnas. As eleições em Itupiranga, com certeza, serão marcadas por grandes emoções."
Eleições 2008 - II
Da minha coluna "Coisas da Política", na edição do último sábado (28) do jornal Opinião:
"Xingu
Continuando nosso giro político pelo sul e sudeste, com a análise do quadro sucessório nos principais municípios da região, chegamos a São Félix do Xingu, onde o prefeito Denimar Rodrigues (PMDB) é candidatíssimo à reeleição. Existe a possibilidade de a eleição para o Executivo em 2008 repetir a disputa de 2004, entre Denimar e Minervina Maria de Barros Silva (PSDB).
Esquerda
Mas o quadro eleitoral no Xingu não se resume aos dois protagonistas da eleição passada. O petista Isaac Fernandes também se movimenta para buscar a prefeitura, tentando formar uma chapa com o comunista Antônio Lima Gomes, que foi candidato a deputado em 2006 pelo PC do B. O problema é que o PT faz parte do governo de Denimar, onde comanda três secretarias.
Divisão
Isaac Fernandes faz parte da tendência 'Democracia Socialista' da governadora Ana Júlia, mas até bem pouco tempo militava na tendência 'Unidade na Luta', comandada no Estado pelo deputado Paulo Rocha. A 'Unidade na Luta' e a tendência 'PT pra Valer', ligada à deputada Bernadete ten Caten, participam do governo municipal e mostram disposição de apoiar Denimar em 2008.
Partidos
Mas, em matéria de partido, não é somente Isaac Fernandes que enfrenta turbulências. Há indícios fortes de que o deputado Jader Barbalho se prepara para tirar o PMDB do prefeito Denimar, entregando o partido, provavelmente, a Minervina Silva. Outra possibilidade é de que o PMDB vá parar nas mãos do ex-prefeito Antônio Paulino da Silva, o Antônio Levino, que atualmente se encontra no PSDB.
Processos
Levino, aliás, pode vir a ser o candidato de Jader, caso consiga se desvencilhar dos muitos processos de rejeição de contas na Justiça. Ele foi prefeito de São Félix do Xingu por oito anos [1997-2004] e apoiou Minervina Silva em 2004, tendo perdido para o seu arquiinimigo Denimar Rodrigues.
Destino
Caso perca o comando do PMDB, Denimar Rodrigues, tem à disposição algumas alternativas. Pode, por exemplo, voltar ao PPS, partido pelo qual se elegeu deputado estadual em 2002, ou ir para o PR (Partido da República). Qualquer que seja a decisão, o prefeito tem até o final de setembro para tomá-la. Desde quarta-feira, Denimar está em Belém, onde manteve diversos contatos políticos."
"Xingu
Continuando nosso giro político pelo sul e sudeste, com a análise do quadro sucessório nos principais municípios da região, chegamos a São Félix do Xingu, onde o prefeito Denimar Rodrigues (PMDB) é candidatíssimo à reeleição. Existe a possibilidade de a eleição para o Executivo em 2008 repetir a disputa de 2004, entre Denimar e Minervina Maria de Barros Silva (PSDB).
Esquerda
Mas o quadro eleitoral no Xingu não se resume aos dois protagonistas da eleição passada. O petista Isaac Fernandes também se movimenta para buscar a prefeitura, tentando formar uma chapa com o comunista Antônio Lima Gomes, que foi candidato a deputado em 2006 pelo PC do B. O problema é que o PT faz parte do governo de Denimar, onde comanda três secretarias.
Divisão
Isaac Fernandes faz parte da tendência 'Democracia Socialista' da governadora Ana Júlia, mas até bem pouco tempo militava na tendência 'Unidade na Luta', comandada no Estado pelo deputado Paulo Rocha. A 'Unidade na Luta' e a tendência 'PT pra Valer', ligada à deputada Bernadete ten Caten, participam do governo municipal e mostram disposição de apoiar Denimar em 2008.
Partidos
Mas, em matéria de partido, não é somente Isaac Fernandes que enfrenta turbulências. Há indícios fortes de que o deputado Jader Barbalho se prepara para tirar o PMDB do prefeito Denimar, entregando o partido, provavelmente, a Minervina Silva. Outra possibilidade é de que o PMDB vá parar nas mãos do ex-prefeito Antônio Paulino da Silva, o Antônio Levino, que atualmente se encontra no PSDB.
Processos
Levino, aliás, pode vir a ser o candidato de Jader, caso consiga se desvencilhar dos muitos processos de rejeição de contas na Justiça. Ele foi prefeito de São Félix do Xingu por oito anos [1997-2004] e apoiou Minervina Silva em 2004, tendo perdido para o seu arquiinimigo Denimar Rodrigues.
Destino
Caso perca o comando do PMDB, Denimar Rodrigues, tem à disposição algumas alternativas. Pode, por exemplo, voltar ao PPS, partido pelo qual se elegeu deputado estadual em 2002, ou ir para o PR (Partido da República). Qualquer que seja a decisão, o prefeito tem até o final de setembro para tomá-la. Desde quarta-feira, Denimar está em Belém, onde manteve diversos contatos políticos."
Fora do ar
Aleluia! Depois de quatro dias sem internet, mesmo tendo por aqui dois provedores, estamos de volta. Para uma cidade que pretende ser a capital do futuro Estado de Carajás, a estrutura de comunicação e de serviços de Marabá ainda deixa muito a desejar.
sexta-feira, 27 de julho de 2007
Briga interna
No meio político, todos ávidos para saber qual será a resposta da deputada Regina Barata (PT) à exoneração do seu pupilo Alberto Damasceno da Secretaria de Desenvolvimento Social, efetivada esta semana pela governadora Ana Júlia Carepa, também do PT.
A demissão de Damasceno é vista como reação do governo à oposição de Regina Barata no caso da indicação do advogado Daniel Lavareda para vaga no TCM, no final do primeiro semestre.
Como a indicação ainda será avaliada na Comissão de Constituição e Justiça da Assembléia Legislativa, da qual Regina Barata é a presidente, muitos acreditam que vem troco por aí.
A CCJ analisa a indicação de Lavareda no início de agosto, tão logo os deputados estaduais voltem do recesso. É esperar pra ver até onde irá o imbróglio entre Regina Barata e o governo do seu PT.
A demissão de Damasceno é vista como reação do governo à oposição de Regina Barata no caso da indicação do advogado Daniel Lavareda para vaga no TCM, no final do primeiro semestre.
Como a indicação ainda será avaliada na Comissão de Constituição e Justiça da Assembléia Legislativa, da qual Regina Barata é a presidente, muitos acreditam que vem troco por aí.
A CCJ analisa a indicação de Lavareda no início de agosto, tão logo os deputados estaduais voltem do recesso. É esperar pra ver até onde irá o imbróglio entre Regina Barata e o governo do seu PT.
Fruticultura
Os produtores rurais do sudeste do Pará vão conhecer um pouco mais sobre fruticultura e poderão avaliar as vantagens e desvantagens de investir nesse segmento da atividade agrícola. Evento para discutir o tema será promovido pela Emater-PA nos dias 23 e 24 de agosto em Marabá.
Caos aéreo
Do site de Cláudio Humberto, hoje:
"Caixa-preta
É o que dizem na internet: finalmente chegaram a uma conclusão sobre o acidente da TAM. Foi falha humana de 60 milhões de eleitores em 2006. "
Os internautas estão cobertos de razão.
"Caixa-preta
É o que dizem na internet: finalmente chegaram a uma conclusão sobre o acidente da TAM. Foi falha humana de 60 milhões de eleitores em 2006. "
Os internautas estão cobertos de razão.
quinta-feira, 26 de julho de 2007
Eleições 2008 - I
Da minha coluna [Coisas da Política], na edição de hoje do jornal Opinião:
Sucessão
Com a proximidade do prazo final para mudança de partido dos que pretendem ser candidatos nas eleições de 2008, os pretensos prefeituráveis começam a mostrar a cara na maioria dos municípios da região. A partir de hoje, vamos a informar quem são os nomes de maior visibilidade para a disputa das prefeituras nas principais cidades do sul e sudeste do Pará.
Santana
Começamos por Santana do Araguaia, onde a dúvida sobre o nome ideal envolve os partidos da situação, que vão decidir entre o atual prefeito Antônio Carveli Filho, o Bitinguinha (PSDB), e o ex-prefeito Wagner Pereira (PDT), de quem Bitinguinha foi vice no mandato anterior. Pela oposição, desponta o nome do ex-palhaço e apresentador de rádio conhecido como "Alegria", filiado ao PV.
Quadro
"Alegria" trabalha na emissora de rádio mantida em Santana do Araguaia pelo deputado federal Wladimir Costa (PMDB), ancorando sua pretensão de concorrer em 2008 na popularidade adquirida através do veículo de comunicação. Pela situação, este colunista acredita mais na possibilidade de Bitinguinha ser o candidato. O médico Wagner Pereira foi duas vezes seguidas [1997-2004] prefeito do município.
Estrada modelo
A Secretaria de Estado de Transportes (Setran) divulgou, através da Coordenadoria de Comunicação Social (CCS) do governo, que está recuperando a rodovia PA-449, que liga Floresta do Araguaia à PA-150. Obras de alargamento da pista, cascalhamento, recuperação de pontes e bueiros e suavização das curvas mais perigosas da estrada foram ou estão em execução.
No texto divulgado pela CCS, a Setran informa que ainda este ano estará lançando massa asfáltica nos 50 km da estrada, acabando definitivamente com o sofrimento da população de Floresta, especialmente dos produtores de abacaxi que sofrem para escoar a produção durante o período chuvoso.
Não poderia haver melhor notícia para aquele povo, que fez de Floresta um dos maiores [senão o maior] produtores de abacaxi do Brasil. O único questionamento a fazer é como a Setran conseguiu executar a terraplanagem do trecho de forma tão rápida, já que não tem muito tempo que a secretaria anunciou o início da recuperação da estrada?
Se confirmado que a rodovia está mesmo pronta para receber asfalto e que o trabalho feito tem a qualidade necessária para suportar o tráfego intenso de caminhões que passam por ali, a obra poderá ser o parâmetro, a partir de agora, para questionar por que as empreiteiras contratadas pelo Estado demoram tanto tempo para fazer o mesmo em outras rodovias.
Vamos acompanhar e aguardar a pavimentação da 449 até dezembro.
No texto divulgado pela CCS, a Setran informa que ainda este ano estará lançando massa asfáltica nos 50 km da estrada, acabando definitivamente com o sofrimento da população de Floresta, especialmente dos produtores de abacaxi que sofrem para escoar a produção durante o período chuvoso.
Não poderia haver melhor notícia para aquele povo, que fez de Floresta um dos maiores [senão o maior] produtores de abacaxi do Brasil. O único questionamento a fazer é como a Setran conseguiu executar a terraplanagem do trecho de forma tão rápida, já que não tem muito tempo que a secretaria anunciou o início da recuperação da estrada?
Se confirmado que a rodovia está mesmo pronta para receber asfalto e que o trabalho feito tem a qualidade necessária para suportar o tráfego intenso de caminhões que passam por ali, a obra poderá ser o parâmetro, a partir de agora, para questionar por que as empreiteiras contratadas pelo Estado demoram tanto tempo para fazer o mesmo em outras rodovias.
Vamos acompanhar e aguardar a pavimentação da 449 até dezembro.
Finalmente o celular!
Será que agora vai? A operadora de telefonia celular TIM está anunciando para agosto [o mês, e não "a gosto de Deus", como dizem por aí] a entrada em operação do seu sistema em São Félix do Xingu. Localizado no fim da PA-279, a 500 km de Marabá, o município é o único daquela região que ainda não conta com telefonia móvel.
Comunicação ali é um desafio, já que a telefonia fixa, a exemplo dos demais municípios da região, é precária. Vamos torcer para que a promessa da TIM seja cumprida, tirando os moradores de São Félix do isolamento em que vivem até hoje.
Comunicação ali é um desafio, já que a telefonia fixa, a exemplo dos demais municípios da região, é precária. Vamos torcer para que a promessa da TIM seja cumprida, tirando os moradores de São Félix do isolamento em que vivem até hoje.
Falta de desconfiômetro
Confesso que em tantos anos atuando na área de comunicação, no sul e sudeste do Pará, e em décadas de proximidade com o poder público nunca vi nada parecido. Há alguns dias, dois secretários de Estado [Transportes e Agricultura], um deputado federal e um estadual participaram da inauguração do piçarramento [ou cascalhamento, como queiram] da estrada que liga Canaã dos Carajás à PA-150, no município de Xinguara.
Já vi muitas inaugurações de obras públicas, mas, convenhamos, inaugurar recuperação de estrada de chão é o fim da picada!
Já vi muitas inaugurações de obras públicas, mas, convenhamos, inaugurar recuperação de estrada de chão é o fim da picada!
terça-feira, 24 de julho de 2007
Candidatos
Com a proximidade do prazo fatal das filiações partidárias para quem pretende se candidatar nas eleições de 2008, o quadro de candidatos nos municípios começa a tomar forma. Na coluna "Coisas da Política" de quinta-feira (26), no jornal Opinião, vamos começar a publicar os nomes dos possíveis candidatos às prefeituras das principais cidades da região, registrando também a movimentação nos partidos. Evidentemente, muita água vai passar por baixo da ponte até o final de setembro, quando termina o prazo de filiação para os candidatos, e até as convenções para a escolha dos nomes, mas já já é possível ter uma visão aproximada da disputa do próximo ano.
Com sede na beira do Tocantins
Entra ano, sai ano, e a falta de água continua atormentando a vida dos moradores de Marabá. Apesar de morar no encontro de dois grandes rios [Tocantins e Itacaiúnas], o marabaense sofre com as torneiras secas, às vezes por dias seguidos, enquanto a Cosanpa continua a prometer que resolverá o problema, como mostra ampla reportagem do jornal "Correio do Tocantins", edição da última sexta-feira (20).
E o governo [tanto o atual, do PT, quanto o anterior, do PSDB] insiste em manter a estrutura deficitária da estatal de saneamento, recusando-se até a ouvir quem fala na necessidade de privatizar a companhia. Uma falta de visão absurda que só prejudica a população, que paga por um produto que não consome. Pelo menos não na quantidade que é cobrado, já que a Cosanpa não foi capaz, até hoje, de colocar hidrômetros nas milhares de ligações residenciais e comerciais que fez em Marabá.
Exemplos não faltam de que a privatização pode ser a saída para Cosanpa. No vizinho Tocantins, a Saneatins, privatizada, há muito colocou água de qualidade em todos os municípios daquele Estado. Agora, como não tem mais onde investir por lá, está atravessando a fronteira para o Pará, para aqui fazer o que a ineficiente Cosanpa é incapaz de realizar.
Já tem alguns anos que a Saneatins implantou sistema de água em São Geraldo do Araguaia, a 150 km de Marabá. E, posteriormente, implantou também sistema de coleta e tratamento de esgoto doméstico, inaugurado inclusive com a presença do ex-governador Simão Jatene (PSDB).
Se prestarmos atenção, o fornecimento de energia elétrica no Pará melhorou, e muito, depois da privatização da Celpa, ainda que haja a ressalva sobre o valor da energia no Estado, que é um dos mais altos do País. Mesmo assim, se olharmos para o passado recente, nos lembraremos do pisca-pisca que era a eletricidade em nossa região. Faltava luz quase todo dia e a qualidade dos serviços era precária.
Não dá para negar que a privatização é o melhor caminho a ser seguido na prestação de serviços. O Estado precisa concentrar sua atenção a setores mais essenciais como segurança, saúde e educação, deixando à iniciativa privada [melhor qualificada para atender ao setor] áreas como energia, transportes, saneamento e obras públicas.
Sei que muitos nostálgicos vão dizer que o Estado é quem deve manter sob sua administração todos esses serviços, no melhor estilo do "petróleo é nosso", campanha nacionalista [e burra] do passado. Mas fatos são fatos e não é possível negar que a iniciativa privada está a anos-luz do governo em matéria de gestão.
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ATUALIZADA ÀS 12H05
Faltou dizer que a Saneatins, atualmente, está de olho nos mercados de Xinguara, Curionópolis e Tucumã, onde as prefeituras, diante da inércia da Cosanpa e do governo do Estado e da falta de recursos próprios para resolver a gravíssima questão da água, decidiram, com o aval dos vereadores, privatizar os sistemas públicos locais de água e esgoto, através de concorrência pública.
Como dificilmente irá aparecer concorrentes com a experiência técnica da Saneatins, que hoje já vende água por cartão em Palmas, capital do Tocantins, é muito provável que a empresa tocantinense vai abocanhar esses mercados. Debaixo das barbas da Cosanpa, que só promete e nada faz.
Já disse, em minha coluna no jornal Opinião, e repito: qualquer hora dessas a Saneatins estará fornecendo água na sede da Cosanpa, em Belém, enquanto o governo insiste em não fazer nada eficaz para resolver o problema da Companhia de Saneamento do Pará.
E o governo [tanto o atual, do PT, quanto o anterior, do PSDB] insiste em manter a estrutura deficitária da estatal de saneamento, recusando-se até a ouvir quem fala na necessidade de privatizar a companhia. Uma falta de visão absurda que só prejudica a população, que paga por um produto que não consome. Pelo menos não na quantidade que é cobrado, já que a Cosanpa não foi capaz, até hoje, de colocar hidrômetros nas milhares de ligações residenciais e comerciais que fez em Marabá.
Exemplos não faltam de que a privatização pode ser a saída para Cosanpa. No vizinho Tocantins, a Saneatins, privatizada, há muito colocou água de qualidade em todos os municípios daquele Estado. Agora, como não tem mais onde investir por lá, está atravessando a fronteira para o Pará, para aqui fazer o que a ineficiente Cosanpa é incapaz de realizar.
Já tem alguns anos que a Saneatins implantou sistema de água em São Geraldo do Araguaia, a 150 km de Marabá. E, posteriormente, implantou também sistema de coleta e tratamento de esgoto doméstico, inaugurado inclusive com a presença do ex-governador Simão Jatene (PSDB).
Se prestarmos atenção, o fornecimento de energia elétrica no Pará melhorou, e muito, depois da privatização da Celpa, ainda que haja a ressalva sobre o valor da energia no Estado, que é um dos mais altos do País. Mesmo assim, se olharmos para o passado recente, nos lembraremos do pisca-pisca que era a eletricidade em nossa região. Faltava luz quase todo dia e a qualidade dos serviços era precária.
Não dá para negar que a privatização é o melhor caminho a ser seguido na prestação de serviços. O Estado precisa concentrar sua atenção a setores mais essenciais como segurança, saúde e educação, deixando à iniciativa privada [melhor qualificada para atender ao setor] áreas como energia, transportes, saneamento e obras públicas.
Sei que muitos nostálgicos vão dizer que o Estado é quem deve manter sob sua administração todos esses serviços, no melhor estilo do "petróleo é nosso", campanha nacionalista [e burra] do passado. Mas fatos são fatos e não é possível negar que a iniciativa privada está a anos-luz do governo em matéria de gestão.
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ATUALIZADA ÀS 12H05
Faltou dizer que a Saneatins, atualmente, está de olho nos mercados de Xinguara, Curionópolis e Tucumã, onde as prefeituras, diante da inércia da Cosanpa e do governo do Estado e da falta de recursos próprios para resolver a gravíssima questão da água, decidiram, com o aval dos vereadores, privatizar os sistemas públicos locais de água e esgoto, através de concorrência pública.
Como dificilmente irá aparecer concorrentes com a experiência técnica da Saneatins, que hoje já vende água por cartão em Palmas, capital do Tocantins, é muito provável que a empresa tocantinense vai abocanhar esses mercados. Debaixo das barbas da Cosanpa, que só promete e nada faz.
Já disse, em minha coluna no jornal Opinião, e repito: qualquer hora dessas a Saneatins estará fornecendo água na sede da Cosanpa, em Belém, enquanto o governo insiste em não fazer nada eficaz para resolver o problema da Companhia de Saneamento do Pará.
segunda-feira, 23 de julho de 2007
sexta-feira, 20 de julho de 2007
Até segunda. Bom descanso!
Encerramos as postagens da semana com a bela imagem do Araguaia em Palestina do Pará. Amanhã e domingo, folga e descanso com a família. Volto na segunda-feira, se tiver a permissão do Altíssimo. Bom fim de semana!
Juíza decreta prisão de secretário
O secretário municipal de Saúde de Marabá, Pedro Corrêa Lima, teve uma desagradável surpresa ao chegar para trabalhar nesta sexta-feira. Foi abordado por dois investigadores da Polícia Civil, que portavam um mandado de prisão para o secretário, expedido pela juíza Maria Aldecy de Souza Pissolati, titular da 3ª Vara Cível da Comarca de Marabá.
Pedro Corrêa foi conduzido pelos policiais até o Centro de Recuperação de Marabá, onde ficou oito horas detido até que seus advogados conseguissem sua soltura, decretada no final da tarde pela própria juíza Maria Aldecy.
O secretário foi preso por desobediência judicial em ação movida por um paciente da rede pública de saúde do município. Cláudio Werneck Nunes é portador da Síndrome de Crohn, uma doença que causa inflamação intestinal crônica, e depende, segundo ele, de medicamentos que deveriam ser fornecidos pela Secretaria de Saúde.
A ação judicial teve o objetivo de garantir o fornecimento contínuo dos medicamentos ao paciente, cuja liminar determinando esse fornecimento foi expedida em janeiro deste ano. Alegando que a Secretaria de Saúde não cumpriu o que foi determinado pela Justiça na liminar, Werneck voltou a pedir que o Poder Judiciário garantisse seus direitos, que estariam sendo desrespeitados pelo poder público municipal.
A juíza, então, decretou a prisão do secretário Pedro Corrêa por desobediência à ordem judicial, argumentando que há uma vida em perigo e que é obrigação do Estado prover os medicamentos necessários ao paciente.
Defesa - O secretário Pedro Corrêa alegou que a Secretaria de Saúde passou a fornecer os medicamentos a Cláudio Werneck, quando isso foi determinado pela juíza, mas que os fornecedores locais ficaram sem os produtos por um período, motivo pelo qual teria sido suspenso o repasse dos mesmos ao paciente. O problema, segundo ele, é que faltou comunicação da Secretaria com o Poder Judiciário, tanto no período em que cumpriu a ordem da juíza quanto no período que faltaram os medicamentos no estoque do município e de seus fornecedores.
Pedro Corrêa garantiu que a prefeitura vai abrir nova licitação para comprar os produtos e manter um estoque compatível com as necessidades de Cláudio Werneck e de outras pessoas que dependem de remédios controlados fornecidos gratuitamente pelo poder público.
Muitos amigos de Pedro Corrêa e autoridades políticas do município estiveram acompanhando o caso da prisão do secretário durante toda esta sexta-feira. Alguns, indignados, falavam em abuso de poder e de injustiça na prisão de Corrêa.
Pedro Corrêa foi conduzido pelos policiais até o Centro de Recuperação de Marabá, onde ficou oito horas detido até que seus advogados conseguissem sua soltura, decretada no final da tarde pela própria juíza Maria Aldecy.
O secretário foi preso por desobediência judicial em ação movida por um paciente da rede pública de saúde do município. Cláudio Werneck Nunes é portador da Síndrome de Crohn, uma doença que causa inflamação intestinal crônica, e depende, segundo ele, de medicamentos que deveriam ser fornecidos pela Secretaria de Saúde.
A ação judicial teve o objetivo de garantir o fornecimento contínuo dos medicamentos ao paciente, cuja liminar determinando esse fornecimento foi expedida em janeiro deste ano. Alegando que a Secretaria de Saúde não cumpriu o que foi determinado pela Justiça na liminar, Werneck voltou a pedir que o Poder Judiciário garantisse seus direitos, que estariam sendo desrespeitados pelo poder público municipal.
A juíza, então, decretou a prisão do secretário Pedro Corrêa por desobediência à ordem judicial, argumentando que há uma vida em perigo e que é obrigação do Estado prover os medicamentos necessários ao paciente.
Defesa - O secretário Pedro Corrêa alegou que a Secretaria de Saúde passou a fornecer os medicamentos a Cláudio Werneck, quando isso foi determinado pela juíza, mas que os fornecedores locais ficaram sem os produtos por um período, motivo pelo qual teria sido suspenso o repasse dos mesmos ao paciente. O problema, segundo ele, é que faltou comunicação da Secretaria com o Poder Judiciário, tanto no período em que cumpriu a ordem da juíza quanto no período que faltaram os medicamentos no estoque do município e de seus fornecedores.
Pedro Corrêa garantiu que a prefeitura vai abrir nova licitação para comprar os produtos e manter um estoque compatível com as necessidades de Cláudio Werneck e de outras pessoas que dependem de remédios controlados fornecidos gratuitamente pelo poder público.
Muitos amigos de Pedro Corrêa e autoridades políticas do município estiveram acompanhando o caso da prisão do secretário durante toda esta sexta-feira. Alguns, indignados, falavam em abuso de poder e de injustiça na prisão de Corrêa.
Acidente em Congonhas: Infraero pode estar escondendo informações
Do Portal Exame, da Editora Abril, agora no final da tarde:
Por Marcelo Onaga
A torre de controle do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, teria falhado no dia do acidente com um Airbus A320 da TAM que matou mais de 200 pessoas, segundo fontes do setor aéreo ouvidas por EXAME. De acordo com relatos de um piloto que pousou em Congonhas dez minutos antes do Airbus da TAM, do presidente de uma companhia aérea e de um executivo de outra empresa do setor, o ILS (Instrument Landing System), aparelho que auxilia os pilotos em pousos com condições de visibilidade pouco favoráveis, estava com defeito na hora do desastre. O Comando da Aeronáutica, responsável pela operação das torres de controle, nega problemas e diz que o ILS funcionava perfeitamente. A hipótese de problemas no sistema de orientação de pouso por instrumento é reforçada pela forma como o Airbus da TAM tocou a pista de Congonhas. De acordo com relatos de especialistas, o piloto da TAM passou da faixa de 1 000 metros em que deveria começar o pouso. "Isso ocorre normalmente quando o piloto chega em altitute muito elevada na cabeceira da pista", diz um especialista em segurança de vôo do CTA, o Centro Técnico Aeroespacial. Quando as condições de visibilidade são ruins e não há auxílio do ILS, os pilotos são obrigados a fazer a aproximação com o avião voando mais alto. Na quarta-feira, um dia depois do acidente, outro piloto da TAM passou por apuros. Um Fokker-100 da companhia foi obrigado a arremeter para evitar novo desastre. Por causa da neblina e da falta do ILS, o piloto fez a aproximação em altitude elevada e teve que desistir do pouso. O piloto ouvido por EXAME, um experiente comandante com mais de 15 000 horas de vôo, pousou em Congonhas cerca de dez minutos antes do Airbus que se acidentou. Pouco antes de aterrissar ele recebeu por rádio o aviso da torre de que o ILS não estava funcionando. "Não é raro que problemas como esses ocorram em Congonhas", afirma o piloto. Ao saber que estava sem o auxílio do sistema de pouso por instrumento, o piloto solicitou permissão para pousar na pista auxiliar, que tem o grooving (ranhuras feitas na pista para ajudar a água da chuva a escoar). O motivo: diante de uma condição de visibilidade prejudicada, com chuva e sem a ajuda do ILS, uma pista com grooving seria mais segura. A falta de grooving na pista principal e do ILS, no entanto, não têm o poder de derrubar aviões. Tanto é que várias outras aeronaves pousaram sem problemas no mesmo dia e nas mesmas condições em que o Airbus da TAM que se acidentou. Outros fatores, como o problema em um dos reversores, podem ter contribuído para o desastre. A TAM não quis comentar as informações."
Josué Bengtson é denunciado pelo MPF
O ex-deputado federal do Pará e pastor-presidente da Igreja do Evangelho Quadrangular no Estado, Josué Bengtson (PTB), foi denunciado à Justiça pelo Ministério Público Federal em Mato Grosso, por envolvimento na máfia dos sanguessugas. Bengtson está sendo enquadrado nos crimes de formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele é acusado de colocar emendas no Orçamento-Geral da União para a compra de ambulâncias superfaturadas em esquema ilegal liderado pela empresa Planan.
Um total de 146 pessoas já foram denunciadas pelo MPF por envolvimento no esquema. Todos respondem processo na Justiça Federal.
No Pará, o também ex-deputado federal Raimundo Santos (DEM), ligado à Igreja Evangélica Pentecostal Assembléia de Deus, também é acusado de fazer parte da quadrilha. Apesar de ainda não ter sido denunciado pelo Ministério Público, Santos ainda corre o risco de seguir o mesmo caminho de Josué Bengtson.
Enquanto Bengtson decidiu se afastar da política por seu nome ter sido envolvido no escândalo das sanguessugas. Mais teimoso do que ele, Raimundo Santos ainda tentou voltar à Câmara Federal, no ano passado, mas recebeu um não do eleitor paraense que decretou sua ida para o ostracismo político. Manchete agora, para Santos e Bengtson, só nas páginas policiais. Lamentavelmente, para o povo evangélico.
Você é a favor ou contra o Estado de Carajás?
O site Pará Negócios, editado pelo jornalista Raimundo José Pinto, está fazendo uma enquete sobre a criação do Estado de Carajás e quer saber quem é contra e quem é a favor do novo Estado. Vamos votar?
Carajás: convite ao debate
Em resposta ao anúncio da Associação Comercial do Pará (ACP) de que a entidade vai liderar campanha contra a criação dos Estados de Carajás e Tapajós, o deputado Giovanni Queiroz (PDT) enviou carta ao presidente da ACP, Altair Vieira, desafiando-o, inclusive, ao debate aberto sobre o tema, com a participação da sociedade paraense. Abaixo, a íntegra da carta:
"Brasília, 13 de julho de 2007.
À
Associação Comercial do Pará
Belém - Pará
Att.: Altair Vieira
Prezado Presidente,
A respeito de reportagem publicada no jornal O Liberal, Caderno Política, Coluna Por Dentro, Pág. 04, edição de quinta-feira, 12 de julho, próximo passado, com o título: "Associação Comercial começa mobilização contra divisão do Pará", vimos através desta, trazer ao conhecimento da Associação Comercial do Pará os seguintes esclarecimentos:
Como autor do Projeto de Decreto Legislativo (PDC) nº 159-B, de 1992, que versa sobre a autorização plebiscitária com o obejtivo de criação do Estado do Carajás, a partir do desmembramento do Estado do Pará, entendo que neste momento, devemos deixar de lado as paixões pessoais e que decorrem de interpretações superficiais das questões maiores do interesse do Estado do Pará.
Na minha ótica, impera o sentimento de que temos desafios inadiáveis a enfrentar, juntos, com o conjunto da sociedade, na busca de mecanismos que possam equalizar a imensa desigualdade social e econômica, fruto da insuficiência e ineficácia das políticas públicas, condenando o Estado a um impertinente modelo de desigualdade. Temos, portanto, a obrigação e dever patriótico de pensar grande e, sobretudo, pensar no Estado do Pará inserido num contexto nacional. Pensar num desenvolvimento maior de todo o Território e de toda a população.
O que propomos nada mais é do que dividirmos a gestão, e ao multiplicarmos nossa influência política, de maneira responsável, inteligente, planejada e estratégica, podermos alavancar muito mais o nosso tão almejado desenvolvimento. Um desenvolvimento em benefício de toda a população do Estado do Pará, no sentido de se garantir uma contribuição muito maior ao país.
Nesse sentido, quero propor a Vossa Senhoria promovermos um grande Simpósio no Estado do Pará, com a discussão do tema: "A divisão territorial", que entendo ser um dos mais importantes instrumentos de desenvolvimento do País. Colocamo-nos, desde já, à disposição para participar desse debate.
Senhor presidente, a demanda por investimentos no interior de nosso Estado é crescente e inadiável. Outras de nossas grandes preocupações são relacionadas aos projetos de ampliação e implantação em curso por empresas do porte como a Companhia Vale do Rio Doce, Alcoa... dentre outras.
São vários os desafios, daí a nossa proposta de um grande encontro e que convoquemos toda a sociedade para este debate.
Atenciosamente,
GIOVANNI QUEIROZ
Deputado Federal"
"Brasília, 13 de julho de 2007.
À
Associação Comercial do Pará
Belém - Pará
Att.: Altair Vieira
Prezado Presidente,
A respeito de reportagem publicada no jornal O Liberal, Caderno Política, Coluna Por Dentro, Pág. 04, edição de quinta-feira, 12 de julho, próximo passado, com o título: "Associação Comercial começa mobilização contra divisão do Pará", vimos através desta, trazer ao conhecimento da Associação Comercial do Pará os seguintes esclarecimentos:
Como autor do Projeto de Decreto Legislativo (PDC) nº 159-B, de 1992, que versa sobre a autorização plebiscitária com o obejtivo de criação do Estado do Carajás, a partir do desmembramento do Estado do Pará, entendo que neste momento, devemos deixar de lado as paixões pessoais e que decorrem de interpretações superficiais das questões maiores do interesse do Estado do Pará.
Na minha ótica, impera o sentimento de que temos desafios inadiáveis a enfrentar, juntos, com o conjunto da sociedade, na busca de mecanismos que possam equalizar a imensa desigualdade social e econômica, fruto da insuficiência e ineficácia das políticas públicas, condenando o Estado a um impertinente modelo de desigualdade. Temos, portanto, a obrigação e dever patriótico de pensar grande e, sobretudo, pensar no Estado do Pará inserido num contexto nacional. Pensar num desenvolvimento maior de todo o Território e de toda a população.
O que propomos nada mais é do que dividirmos a gestão, e ao multiplicarmos nossa influência política, de maneira responsável, inteligente, planejada e estratégica, podermos alavancar muito mais o nosso tão almejado desenvolvimento. Um desenvolvimento em benefício de toda a população do Estado do Pará, no sentido de se garantir uma contribuição muito maior ao país.
Nesse sentido, quero propor a Vossa Senhoria promovermos um grande Simpósio no Estado do Pará, com a discussão do tema: "A divisão territorial", que entendo ser um dos mais importantes instrumentos de desenvolvimento do País. Colocamo-nos, desde já, à disposição para participar desse debate.
Senhor presidente, a demanda por investimentos no interior de nosso Estado é crescente e inadiável. Outras de nossas grandes preocupações são relacionadas aos projetos de ampliação e implantação em curso por empresas do porte como a Companhia Vale do Rio Doce, Alcoa... dentre outras.
São vários os desafios, daí a nossa proposta de um grande encontro e que convoquemos toda a sociedade para este debate.
Atenciosamente,
GIOVANNI QUEIROZ
Deputado Federal"
Era só o que faltava
O gesto obsceno do assessor especial de Lula para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, mostrado ontem pelo Jornal da Globo e hoje pelo Bom Dia Brasi, em que o assessor comemorava a informação de possível defeito no Airbus da TAM que se acidentou na terça-feira em São Paulo, é um completo desrespeito a todos os brasileiros. Enquanto o País está de luto pela morte de aproximadamente 200 pessoas no acidente, o governo celebra com gestos grosseiros sua possível absolvição no caso.Tem razão o senador Pedro Simon (PMDB-RS), que reafirma que o governo tem culpa sim, ainda que fique comprovada falha técnica na aeronave acidentada. Os fatos falam por si só: a pista curta do aeroporto de Congonhas não permite qualquer manobra que possa evitar uma tragédia como a da última terça-feira, em caso de pane nas aeronaves. Dizem os especialistas que é preciso ter área de escape nos lados e nas cabeceiras da pista, para casos de emergência.
O Tribunal de Contas da União (TCU) mostra dados inequívocos segundo os quais o governo Lula cortou recursos da ordem de R$ 500 milhões nos últimos três anos, mesmo com os alertas do então ministro da Defesa, José Viegas, de que os cortes poderiam causar o caos no setor aéreo. O caos e a completa insegurança que estamos vivendo agora.
Em qualquer país civilizado, Marco Aurélio Garica teria amanhecido exonerado pelo governo. Aqui, muito provavelmente, o presidente Lula deve sair em defesa do seu aspone no pronunciamento que fará hoje à Nação ou em entrevistas ao longo do dia.
Caminho a seguir
Transcrito da coluna do jornalista Cláudio Humberto, no Jornal de Brasília e no seu site na internet:
"TAM: Lula acusado de homicídio culposo
Os advogados Rafael Severino Gama e Karina Pichsenmeister Palma, de Porto Alegre, ingressaram ontem com representação no Ministério Público Federal para que sejam processados por homicídio culposo das vítimas do vôo 3054 da TAM o presidente Lula, o ministro Waldir Pires (Defesa), o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, e os presidentes da Anac, Milton Zuanazzi, e da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira.
É crime
Na denúncia ao MP, os advogados gaúchos responsabilizam criminalmente as autoridades que não cumpriram o dever de solucionar o caos aéreo."
Biruta de aeroporto
Guido Mantega (Fazenda), que atribuiu o caos aéreo ao "sucesso na economia", ontem disse que não há recursos para um novo aeroporto em São Paulo. Quando custa dinheiro ao governo, a economia é um fracasso.
"TAM: Lula acusado de homicídio culposo
Os advogados Rafael Severino Gama e Karina Pichsenmeister Palma, de Porto Alegre, ingressaram ontem com representação no Ministério Público Federal para que sejam processados por homicídio culposo das vítimas do vôo 3054 da TAM o presidente Lula, o ministro Waldir Pires (Defesa), o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, e os presidentes da Anac, Milton Zuanazzi, e da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira.
É crime
Na denúncia ao MP, os advogados gaúchos responsabilizam criminalmente as autoridades que não cumpriram o dever de solucionar o caos aéreo."
Biruta de aeroporto
Guido Mantega (Fazenda), que atribuiu o caos aéreo ao "sucesso na economia", ontem disse que não há recursos para um novo aeroporto em São Paulo. Quando custa dinheiro ao governo, a economia é um fracasso.
quinta-feira, 19 de julho de 2007
Provedores - Quem tem dois não tem nenhum
O sofrimento com a internet a lenha continua. O ditado diz:"Quem tem dois tem um, quem tem um não tem nenhum", mas no caso da internet em Marabá é "Quem tem dois não tem nenhum" mesmo.
terça-feira, 17 de julho de 2007
Do site do Cláudio Humberto, hoje:
OAB: vaias refletem desalento da sociedade
O presidente nacional da OAB, Cezar Britto, afirmou hoje que as vaias ao presidente Lula na cerimônia de abertura Pan dão a clara impressão de que há um desalento da sociedade. "A reforma política não saiu, há um grande espaço para a corrupção e um descontentamento em relação ao impasse no Senado", elenca o presidente da OAB. "Se você soma todos esses fatos vai concluir que a população está reagindo contra a essa situação de desesperança e começa a mandar esse recado não só ao presidente da República, mas a todas as autoridades brasileiras".
O presidente nacional da OAB, Cezar Britto, afirmou hoje que as vaias ao presidente Lula na cerimônia de abertura Pan dão a clara impressão de que há um desalento da sociedade. "A reforma política não saiu, há um grande espaço para a corrupção e um descontentamento em relação ao impasse no Senado", elenca o presidente da OAB. "Se você soma todos esses fatos vai concluir que a população está reagindo contra a essa situação de desesperança e começa a mandar esse recado não só ao presidente da República, mas a todas as autoridades brasileiras".
Ana Júlia vai lutar contra Carajás
Conforme previsto, o governo do Estado oficializou, ontem à noite, seu posicionamento contra a reestruturação territorial do Pará e a conseqüente criação dos Estados de Carajás e Tapajós. O secretário de Integração Regional, André Farias, anunciou com todas as pompas, em reunião na Associação Comercial do Pará (ACP), que a governadora Ana Júlia Carepa (PT) é contra a divisão do Estado e que o governo vai aderir à campanha da ACP pela manutenção das coisas como hoje estão: a Região Metropolitana de Belém sugando o desenvolvimento do interior do Estado, onde uma população cada vez mais pobre é obrigada a sustentar o bem-estar da capital e suas adjacências.
Aqui no sul e sudeste do Estado, ninguém se surpreendeu com o anúncio de André Farias. Primeiro porque até as criancinhas sabem que o PT, partido da governadora de plantão, sempre foi contra a criação do Estado de Carajás. A questão é que, até agora, o Partido dos Trabalhadores (?) pôde manter uma postura contrária, mas sem se expor, se aproveitando de sua condição de partido da oposição. Ou seja: um partido que não tinha compromisso com nada a não ser bater em quem estava no poder.
Estando agora no governo, as coisas mudaram. O PT foi obrigado a mostrar a cara e, o fazendo, declarar sua contrariedade em relação à possível divisão do Pará. O que não muda em nada, absolutamente nada, a caminhada em defesa de Carajás e Tapajós.
Um governo que, passados seis meses desde a posse, não disse ainda a que veio, não mete medo em ninguém. Até agora, o PT nada fez no governo do Estado, além de realizar plenárias, congressos, conferências e outras reuniões. É um governo de muita conversa, mas de pouquíssimas ações. E quando se atreve a fazer alguma coisa, só faz besteiras.
É esse governo que agora se coloca como opositor da causa de Carajás e Tapajós, muito diferentemente do discurso feito por Ana Júlia nas duas regiões durante a campanha eleitoral.
E o porta-voz enviado para anunciar a posição contrária do governo à criação dos novos Estados, o secretário André Farias, parece ter sido escolhido mesmo a dedo pela governadora.
Por duas vezes, esse tal de André Farias se comprometeu com a população e as autoridades de Marabá e região, mas não cumpriu sua palavra. Foi convidado para debater temas importantes para a região, no Seminário de Desenvolvimento do Pólo Carajás, promovido pela Câmara Municipal de Marabá em abril deste ano, mas não deu as caras. Em maio, foi convidado pela União dos Vereadores do Sul e Sudeste do Pará (Uvespa) para proferir palestra no 2º Encontro dos Vereadores do Sul e Sudeste do Pará, mas também não apareceu.
Nos dois eventos, o secretário confirmou presença, mas ignorou solenemente o povo desta região, não cumprindo seu compromisso de falar nas duas reuniões. É esse o homem que tem a missão de levar o desenvolvimento a todos os cantos do Pará. Um cidadão que não é capaz sequer de comparecer a reuniões com as autoridades da região para cumprir a própria palavra empenhada.
É este o governo do PT, que agora se posiciona contra os interesses do sul, sudeste e oeste do Pará. Por isso, repito, nada muda na luta pela criação dos dois Estados. Já diz o provérbio: "Os cães ladram e a caravana passa."
Aqui no sul e sudeste do Estado, ninguém se surpreendeu com o anúncio de André Farias. Primeiro porque até as criancinhas sabem que o PT, partido da governadora de plantão, sempre foi contra a criação do Estado de Carajás. A questão é que, até agora, o Partido dos Trabalhadores (?) pôde manter uma postura contrária, mas sem se expor, se aproveitando de sua condição de partido da oposição. Ou seja: um partido que não tinha compromisso com nada a não ser bater em quem estava no poder.
Estando agora no governo, as coisas mudaram. O PT foi obrigado a mostrar a cara e, o fazendo, declarar sua contrariedade em relação à possível divisão do Pará. O que não muda em nada, absolutamente nada, a caminhada em defesa de Carajás e Tapajós.
Um governo que, passados seis meses desde a posse, não disse ainda a que veio, não mete medo em ninguém. Até agora, o PT nada fez no governo do Estado, além de realizar plenárias, congressos, conferências e outras reuniões. É um governo de muita conversa, mas de pouquíssimas ações. E quando se atreve a fazer alguma coisa, só faz besteiras.
É esse governo que agora se coloca como opositor da causa de Carajás e Tapajós, muito diferentemente do discurso feito por Ana Júlia nas duas regiões durante a campanha eleitoral.
E o porta-voz enviado para anunciar a posição contrária do governo à criação dos novos Estados, o secretário André Farias, parece ter sido escolhido mesmo a dedo pela governadora.
Por duas vezes, esse tal de André Farias se comprometeu com a população e as autoridades de Marabá e região, mas não cumpriu sua palavra. Foi convidado para debater temas importantes para a região, no Seminário de Desenvolvimento do Pólo Carajás, promovido pela Câmara Municipal de Marabá em abril deste ano, mas não deu as caras. Em maio, foi convidado pela União dos Vereadores do Sul e Sudeste do Pará (Uvespa) para proferir palestra no 2º Encontro dos Vereadores do Sul e Sudeste do Pará, mas também não apareceu.
Nos dois eventos, o secretário confirmou presença, mas ignorou solenemente o povo desta região, não cumprindo seu compromisso de falar nas duas reuniões. É esse o homem que tem a missão de levar o desenvolvimento a todos os cantos do Pará. Um cidadão que não é capaz sequer de comparecer a reuniões com as autoridades da região para cumprir a própria palavra empenhada.
É este o governo do PT, que agora se posiciona contra os interesses do sul, sudeste e oeste do Pará. Por isso, repito, nada muda na luta pela criação dos dois Estados. Já diz o provérbio: "Os cães ladram e a caravana passa."
segunda-feira, 16 de julho de 2007
sábado, 14 de julho de 2007
Um dia a casa cai
Sob intensas vaias do público que lotou o Maracanã, na noite desta sexta-feira, para a abertura dos Jogos Pan-Americanos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não conseguiu fazer a declaração de abertura oficial dos jogos.
Assim que adentrou ao estádio e apareceu no telão, Lula recebeu a primeira onda de vaias. Daí por diante, a cada vez que a imagem do presidente aparecia, nova vaia acontecia. Até o ponto culminante, quando o público não permitiu que Luiz Inácio declarasse aberto o Pan.
De forma humilhante, Lula foi substituído na função pelo presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman. Foi uma quebra protocolar do Pan, desde a primeira edição dos jogos em Buenos Aires no ano de 1951. De lá para cá, todas as edições dos jogos eram abertas oficialmente pelos chefes de Estado dos países onde as competições foram realizadas.
Lula foi vaiado, a delegação dos EUA também e sobrou até para os venezuelanos e bolivianos, coincidentemente todos aliados do presidente do Brasil.
O sentimento antiamericano pode [e deve] ter sido exarcebado pelo episódio do chefe do Comitê de Imprensa da delegação americana, há poucos dias, quando o mesmo fez uma brincadeira de mau gosto comparando o Brasil ao Congo. Pela gracinha, o moço foi mandado de volta para casa e os americanos pediram desculpas ao Brasil. Pelo jeito, as desculpas, aceitas pelo Itamaraty, não foram avalizadas pela população.
Já os bolivianos e venezuelanos sentiram na pele a antipatia espalhada por seus presidentes, Evo Morales e Hugo Chávez, amiguinhos de Lula e inimigos do povo brasileiro, que marcou sua posição em relação aos dois ontem à noite no Maracanã.
As vaias a Luiz Inácio devem servir de alerta para o governo e para o próprio presidente, que deixou o Maracanã cabisbaixo.
Lula resisitiu a inúmeros escândalos de corrupção envolvendo sempre seus aliados mais próximos, como José Dirceu, Roberto Jefferson, Renan Calheiros, José Genoíno, Delúbio Soares e outros. Sempre alegou que de nada sabia e que foi traído por seus "companheiros".
Os brasileiros sempre demonstraram acreditar no presidente, mas ontem à noite parece que as coisas começaram a mudar. Pelo menos para os cariocas e demais brasileiros presentes ao Maracanã.
É bom que o presidente comece a aprender que paciência tem limites e a paciência da população dá sinais de estar chegando ao fim. E, como diz o ditado, um dia a casa cai.
Assim que adentrou ao estádio e apareceu no telão, Lula recebeu a primeira onda de vaias. Daí por diante, a cada vez que a imagem do presidente aparecia, nova vaia acontecia. Até o ponto culminante, quando o público não permitiu que Luiz Inácio declarasse aberto o Pan.
De forma humilhante, Lula foi substituído na função pelo presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman. Foi uma quebra protocolar do Pan, desde a primeira edição dos jogos em Buenos Aires no ano de 1951. De lá para cá, todas as edições dos jogos eram abertas oficialmente pelos chefes de Estado dos países onde as competições foram realizadas.
Lula foi vaiado, a delegação dos EUA também e sobrou até para os venezuelanos e bolivianos, coincidentemente todos aliados do presidente do Brasil.
O sentimento antiamericano pode [e deve] ter sido exarcebado pelo episódio do chefe do Comitê de Imprensa da delegação americana, há poucos dias, quando o mesmo fez uma brincadeira de mau gosto comparando o Brasil ao Congo. Pela gracinha, o moço foi mandado de volta para casa e os americanos pediram desculpas ao Brasil. Pelo jeito, as desculpas, aceitas pelo Itamaraty, não foram avalizadas pela população.
Já os bolivianos e venezuelanos sentiram na pele a antipatia espalhada por seus presidentes, Evo Morales e Hugo Chávez, amiguinhos de Lula e inimigos do povo brasileiro, que marcou sua posição em relação aos dois ontem à noite no Maracanã.
As vaias a Luiz Inácio devem servir de alerta para o governo e para o próprio presidente, que deixou o Maracanã cabisbaixo.
Lula resisitiu a inúmeros escândalos de corrupção envolvendo sempre seus aliados mais próximos, como José Dirceu, Roberto Jefferson, Renan Calheiros, José Genoíno, Delúbio Soares e outros. Sempre alegou que de nada sabia e que foi traído por seus "companheiros".
Os brasileiros sempre demonstraram acreditar no presidente, mas ontem à noite parece que as coisas começaram a mudar. Pelo menos para os cariocas e demais brasileiros presentes ao Maracanã.
É bom que o presidente comece a aprender que paciência tem limites e a paciência da população dá sinais de estar chegando ao fim. E, como diz o ditado, um dia a casa cai.
sexta-feira, 13 de julho de 2007
Belezas do sul do Pará - Parte 12
Intriga da oposição
Tomando emprestado o estilo do nobre amigo Juvêncio Arruda, mestre dos mestres na blogosfera e responsável pelo blog mais acessado do Pará, o 5ª Emenda, garantimos que não é verdade que o deputado federal Zequinha Marinho (PMDB-PA) esteja no Rio de Janeiro tentando convencer os organizadores do PAN a incluir na programação dos jogos uma nova modalidade esportiva: o salto de partido.
Campeão brasileiro da modalidade, Zequinha já mudou de partido quase uma dezena de vezes desde que se elegeu deputado federal pela primeira vez, em 2002. Recordista absoluto nesse esporte, Marinho seria, sem dúvida, medalha de ouro, caso o mesmo fosse incluído nos jogos.
Campeão brasileiro da modalidade, Zequinha já mudou de partido quase uma dezena de vezes desde que se elegeu deputado federal pela primeira vez, em 2002. Recordista absoluto nesse esporte, Marinho seria, sem dúvida, medalha de ouro, caso o mesmo fosse incluído nos jogos.
Itupiranga em festa - 59 anos
O município de Itupiranga completa 59 anos neste sábado, 14 de julho. A prefeitura preparou uma extensa programação que inclui inaugurações de obras, jogo de futebol, assinaturas de convênios com a Eletronorte e shows na praça pública.
O vice-governador Odair Corrêa (PSB) e o senador do Tocantins Leomar Quintanilha (PMDB) são convidados do prefeito Adécimo Gomes (PR) que já confirmaram presença. Os deputados federais Wandenkolk Gonçalves (PSDB) e Asdrúbal Bentes (PMDB) e os estaduais João Salame (PPS), Bernade ten Caten (PT) e José Megale (PSDB) também prestigiarão o aniversário do município.
O vice-governador Odair Corrêa (PSB) e o senador do Tocantins Leomar Quintanilha (PMDB) são convidados do prefeito Adécimo Gomes (PR) que já confirmaram presença. Os deputados federais Wandenkolk Gonçalves (PSDB) e Asdrúbal Bentes (PMDB) e os estaduais João Salame (PPS), Bernade ten Caten (PT) e José Megale (PSDB) também prestigiarão o aniversário do município.
Culpa do Jatene
Já se falou aqui na mania dos políticos de colocar a culpa de todas as mazelas em seus antecessores no governo, em todas as esferas e níveis governamentais. É um tal de "não fiz isso porque o governo anterior..." que cansa os ouvidos e esgota a paciência dos eleitores.
Na última terça-feira, durante a inauguração do Hospital Regional do Araguaia, em Redenção, a governadora Ana Júlia Carepa (PT) voltou a essa cantilena que vem desde o início de seu governo. Disse que o ex-governador Simão Jatene (PSDB) inaugurou o hospital em dezembro, mas não deixou a unidade em condições de funcionar, por isso só agora o Regional começou a atender a população.
Ora, todos os paraenses sabem que, na pressa de entregar os hospitais regionais antes do fim do seu governo, os tucanos não deixaram tudo certinho para operar. O que Ana Júlia disse em Redenção não é novidade pra ninguém. Da mesma forma que a população sabe há muito tempo que o governo de Simão Jatene não foi o governo dos sonhos dos paraenses. Se Jatene tivesse feito um grande governo, Ana Júlia não estaria onde está. Almir seria o atual governador do Estado.
Se a população elegeu Ana para governar mandou um recado claro nas urnas: "Não estamos satisfeitos com os tucanos e queremos mudar". Mas a mudança proposta pelos eleitores tem que passar, obrigatoriamente, por uma nova forma de governar. Não dá pra ficar fazendo o que todos os outros fazem: falar mal dos antecessores para justificar a própria incompetência.
O governo precisa olhar para diante, colocar em prática suas propostas de mudanças, sem ficar jogando a culpa de tudo no governo anterior. É isso que a população do Pará espera de Ana Júlia e de seu governo.
Não dá mais pra ficar ouvindo cada secretário, cada assessor e a própria governadora ficar chorando o que os tucanos não fizeram ou o que fizeram de errado, enquanto o governo do PT está paralisado, completamente estático sem dizer ainda a que veio.
Daqui a pouco, Jatene será culpado de secas e enchentes, frio e calor e outras intempéries até aqui consideradas naturais.
O povo do Pará deu autorização para Ana Júlia mudar a cara do Estado. Está faltando apenas o governo começar a executar o que foi autorizado.
Na última terça-feira, durante a inauguração do Hospital Regional do Araguaia, em Redenção, a governadora Ana Júlia Carepa (PT) voltou a essa cantilena que vem desde o início de seu governo. Disse que o ex-governador Simão Jatene (PSDB) inaugurou o hospital em dezembro, mas não deixou a unidade em condições de funcionar, por isso só agora o Regional começou a atender a população.
Ora, todos os paraenses sabem que, na pressa de entregar os hospitais regionais antes do fim do seu governo, os tucanos não deixaram tudo certinho para operar. O que Ana Júlia disse em Redenção não é novidade pra ninguém. Da mesma forma que a população sabe há muito tempo que o governo de Simão Jatene não foi o governo dos sonhos dos paraenses. Se Jatene tivesse feito um grande governo, Ana Júlia não estaria onde está. Almir seria o atual governador do Estado.
Se a população elegeu Ana para governar mandou um recado claro nas urnas: "Não estamos satisfeitos com os tucanos e queremos mudar". Mas a mudança proposta pelos eleitores tem que passar, obrigatoriamente, por uma nova forma de governar. Não dá pra ficar fazendo o que todos os outros fazem: falar mal dos antecessores para justificar a própria incompetência.
O governo precisa olhar para diante, colocar em prática suas propostas de mudanças, sem ficar jogando a culpa de tudo no governo anterior. É isso que a população do Pará espera de Ana Júlia e de seu governo.
Não dá mais pra ficar ouvindo cada secretário, cada assessor e a própria governadora ficar chorando o que os tucanos não fizeram ou o que fizeram de errado, enquanto o governo do PT está paralisado, completamente estático sem dizer ainda a que veio.
Daqui a pouco, Jatene será culpado de secas e enchentes, frio e calor e outras intempéries até aqui consideradas naturais.
O povo do Pará deu autorização para Ana Júlia mudar a cara do Estado. Está faltando apenas o governo começar a executar o que foi autorizado.
Guerra política em Curionópolis
Em Curionópolis, o prefeito Sebastião Curió de Moura (DEM) não está disposto a entregar a prefeitura sem luta para o vereador [e inimigo] Wenderson Chamon, o Chamonzinho, que está deixando o PSDB para se filiar ao PMDB. Apesar de não poder mais concorrer, por estar em seu segundo mandato consecutivo, Curió está mobilizando os partidos no intuito de fazer uma grande coalizão para lançar um nome que possa disputar com Chamonzinho.
Curió sabe que se a situação se dividir ficará muito mais fácil a tarefa do vereador na caminhada rumo à prefeitura. E tudo o que o prefeito não quer é perder para o seu principal inimigo e opositor. Por isso, já demonstrou que vai jogar todas as suas fichas para viabilizar um nome e uma grande coligação em oposição a Chamonzinho.
Pelo que se vê, a disputa vai ser ferrenha na eleição do próximo ano. Todos de olho, inclusive, no crescimento econômico fabuloso que Curionópolis deverá ter com o início do Projeto Serra Leste, cuja montagem está prevista para começar em 2008.
Curió sabe que se a situação se dividir ficará muito mais fácil a tarefa do vereador na caminhada rumo à prefeitura. E tudo o que o prefeito não quer é perder para o seu principal inimigo e opositor. Por isso, já demonstrou que vai jogar todas as suas fichas para viabilizar um nome e uma grande coligação em oposição a Chamonzinho.
Pelo que se vê, a disputa vai ser ferrenha na eleição do próximo ano. Todos de olho, inclusive, no crescimento econômico fabuloso que Curionópolis deverá ter com o início do Projeto Serra Leste, cuja montagem está prevista para começar em 2008.
O futuro a Deus pertence
A filiação do vereador José Roberto Ferreira ao Partido Popular Socialista muda significativamente o quadro sucessório em Redenção, no sul do Pará. Potencial candidato a prefeito, Zé Roberto sinalizou, com sua entrada no PPS, que dificilmente aceitará os vários convites para ser vice na chapa de outros concorrentes.
Sabe-se que não são poucos os pré-candidatos à Prefeitura de Redenção que sonhavam com os votos de Zé Roberto, tendo o vereador como vice em suas chapas [aí incluído o prefeito Jorge Paulo da Silva, o JPC].
Com um estilo populista, Zé Roberto alcançou cerca de 12 mil votos na eleição para deputado, em 2006, segundo apuração paralela do comitê do candidato, já que ele foi impugnado pelo TRE e seus votos foram computados como nulos pela Justiça Eleitoral.
Ao PPS resta uma tarefa árdua: fazer com que o populismo de Zé Roberto não atrapalhe uma boa gestão, caso o vereador chegue à prefeitura. Com um comportamento bastante eclético, o vereador se declara evangélico, mas, contraditoriamente, é presidente da associação de truco de Redenção. Ou seja, um crente jogador de baralho, algo inaceitável para a comunidade evangélica que se atém verdadeiramente aos preceitos bíblicos. Por aí já dá pra ver o que se passa na cabeça do pré-candidato do PPS à Prefeitura de Redenção.
No campo partidário o perfil de Zé Roberto não é muito diferente. O vereador concorre diretamente com o deputado Zequinha Marinho (PMDB) no esporte preferido do nosso representante na Câmara Federal: o salto de partido. Antes de chegar às fileiras do socialismo, Zé Roberto militou no PFL [hoje DEM], PMDB, PSDB e PRP.
João Salame e João Lúcio que se preparem: os cabelos brancos vão aumentar. Se não caírem, é bom que se diga.
quinta-feira, 12 de julho de 2007
Façam suas apostas
Dizem os aliados do prefeito Darci Lermen (PT), de Parauapebas, que o gestor agora vai deslanchar e reconquistar o prestígio perdido junto à opinião pública do município, ancorado num grande pacote de ações e na reestruturação feita em seu secretariado.Dizem os opositores do prefeito que ainda que Lermen (foto) pinte Parauapebas de ouro seu barco não navega mais. Avaliam que o navio já fez tanta água que nem um milagre pode recuperar a imagem do prefeito.
Folhas de bananeira
Não é raro se ouvir reclamações da classe política, que se sente injustiçada pelas críticas da imprensa e da própria população. Mas são exatamente os políticos que constroem a má fama que nivela todo eles por baixo e deixa os eleitores desestimulados quanto ao futuro deste país.
Crises e mais crises no Congresso e no governo federal, ministros, deputados e senadores envolvidos em falcatruas sem tamanho, com a anuência do Judiciário e o envolvimento de membros deste Poder, em muitas ocasiões.
Um dos fatores que mais contribuem para o descrédito da classe política brasileira é a total falta de compromisso com seus partidos. Os caras mudam de legenda como trocam de camisa, não há respeito por ideologias, correntes de pensamento e, a esmagadora maioria, não chega sequer a conhecer o estatuto do partido, antes de se filiar [e nem depois de sair].
Nos últimos dias, o sul e sudeste do Pará tem testemunhado um festival de troca de legendas daqueles que pretendem disputar as eleições municipais do ano que vem. E todos, absolutamente todos, sem respeitar a própria palavra proferida em discursos no decorrer da carreira. Um festival de rasteiras em antigos companheiros e juras de amor eterno [que todos sabemos quanto vai durar] aos novos correligionários. Vejamos alguns exemplos:
1. Em Itupiranga, o eterno almirista e tucano Benjamin Tasca se filiou ao PT [é isso mesmo: ao PT!!!!!] de Ana Júlia Carepa e Luiz Inácio. E nem fingiu constrangimento na hora de assinar a ficha [é bom que se diga que essa tremenda cara-de-pau foi demonstrada também pelos petistas que abonaram a filiação ou prestigiaram o ato];
2. Em Curionópolis, o também almirista, jatenista, máriocoutista e sei lá mais o que Wenderson Chamon, o Chamonzinho, está deixando o ninho tucano para abraçar Jader Barbalho, que num passado bem recente era considerado inimigo figadal da família Chamon. A cidade ainda está em estado de choque com a ida de Chamonzinho para o PMDB;
3. Em Jacundá, eleito em 2000 pelo PDT de Giovanni Queiroz, o prefeito Adão Ribeiro Soares tratou de se aninhar, logo no início do mandato ao PSDB. Reeleito em 2004 como uma das maiores lideranças tucanas no sudeste do Pará, homem de confiança de Almir Gabriel e Simão Jatene, bastou Ana Júlia ganhar o governo com o apoio de Jader Barbalho para Ribeiro correr para os braços do cacique peedemebista, procurando abrigo junto às bases do atual governo estadual. A operação só não deu certo porque o diretório municipal do PMDB vetou o ingresso do tucano de alta plumagem na legenda. Agora, contam fontes fidedignas de Jacundá, Adão Ribeiro está de namoro firme com o deputado Miriquinho Batista (PT) e só não se filiou ainda ao PT porque também há fortes rejeições ao seu nome nas bases do partido.
4. Em Ourilândia do Norte, o prefeito Francival Casseano do Rego, eleito pelo PL (hoje PR), também se filiou ao PT recentemente e jura que o sangue que corre em suas veias é mais vermelho do que o de qualquer outro mortal e que o seu coração bate PT, PT, PT, PT, PT desde criancinha.
5. E essa imoralidade não envolve somente prefeitos, ex-prefeitos e vereadores. O campeão da infidelidade partidária no Estado é o deputado federal Zequinha Marinho (PMDB), que já foi do PDT, do PTB, do PSC duas vezes e do PMDB também em mais de uma ocasião. E só não mudou de partido novamente este ano porque ficou com medo das conseqüências da decisão do TSE, que declarou que a vaga pertence aos partidos e não aos parlamentares.
6. Quer mais? O também deputado federal Lúcio Vale se elegeu pelo PMDB e hoje está no PR. O estadual Martinho Carmona foi reconduzido à Assembléia Legislativa pelo PDT e encontra-se atualmente no PMDB, mesmo partido onde foi parar os deputados estaduais Alessandro Novelino, eleito pelo PSC, e Josefina do Carmo, eleita pelo PFL (hoje DEM).
Além desses, fala-se de muitos outros políticos que só ainda não se filiaram aos partidos da base do governo estadual porque levam uma fama tão ruim nas costas que os caciques desses partidos vêem com restrição seus ingressos nas legendas. Se dependesse só dos candidatos ao troca-troca, eles já estariam dormindo abraçados ao governo [oficialmente, porque extra-oficialmente são baba-ovos de primeira categoria do governo do Estado].
Isso, para falar somente no Estado do Pará. Se ampliar a avaliação para o País, aí a coisa desanda de vez.
Com tudo isso, ainda querem que nós, pobres mortais, acreditemos na classe política e a levemos a sério. Assim não dá, senhores políticos!
Crises e mais crises no Congresso e no governo federal, ministros, deputados e senadores envolvidos em falcatruas sem tamanho, com a anuência do Judiciário e o envolvimento de membros deste Poder, em muitas ocasiões.
Um dos fatores que mais contribuem para o descrédito da classe política brasileira é a total falta de compromisso com seus partidos. Os caras mudam de legenda como trocam de camisa, não há respeito por ideologias, correntes de pensamento e, a esmagadora maioria, não chega sequer a conhecer o estatuto do partido, antes de se filiar [e nem depois de sair].
Nos últimos dias, o sul e sudeste do Pará tem testemunhado um festival de troca de legendas daqueles que pretendem disputar as eleições municipais do ano que vem. E todos, absolutamente todos, sem respeitar a própria palavra proferida em discursos no decorrer da carreira. Um festival de rasteiras em antigos companheiros e juras de amor eterno [que todos sabemos quanto vai durar] aos novos correligionários. Vejamos alguns exemplos:
1. Em Itupiranga, o eterno almirista e tucano Benjamin Tasca se filiou ao PT [é isso mesmo: ao PT!!!!!] de Ana Júlia Carepa e Luiz Inácio. E nem fingiu constrangimento na hora de assinar a ficha [é bom que se diga que essa tremenda cara-de-pau foi demonstrada também pelos petistas que abonaram a filiação ou prestigiaram o ato];
2. Em Curionópolis, o também almirista, jatenista, máriocoutista e sei lá mais o que Wenderson Chamon, o Chamonzinho, está deixando o ninho tucano para abraçar Jader Barbalho, que num passado bem recente era considerado inimigo figadal da família Chamon. A cidade ainda está em estado de choque com a ida de Chamonzinho para o PMDB;
3. Em Jacundá, eleito em 2000 pelo PDT de Giovanni Queiroz, o prefeito Adão Ribeiro Soares tratou de se aninhar, logo no início do mandato ao PSDB. Reeleito em 2004 como uma das maiores lideranças tucanas no sudeste do Pará, homem de confiança de Almir Gabriel e Simão Jatene, bastou Ana Júlia ganhar o governo com o apoio de Jader Barbalho para Ribeiro correr para os braços do cacique peedemebista, procurando abrigo junto às bases do atual governo estadual. A operação só não deu certo porque o diretório municipal do PMDB vetou o ingresso do tucano de alta plumagem na legenda. Agora, contam fontes fidedignas de Jacundá, Adão Ribeiro está de namoro firme com o deputado Miriquinho Batista (PT) e só não se filiou ainda ao PT porque também há fortes rejeições ao seu nome nas bases do partido.
4. Em Ourilândia do Norte, o prefeito Francival Casseano do Rego, eleito pelo PL (hoje PR), também se filiou ao PT recentemente e jura que o sangue que corre em suas veias é mais vermelho do que o de qualquer outro mortal e que o seu coração bate PT, PT, PT, PT, PT desde criancinha.
5. E essa imoralidade não envolve somente prefeitos, ex-prefeitos e vereadores. O campeão da infidelidade partidária no Estado é o deputado federal Zequinha Marinho (PMDB), que já foi do PDT, do PTB, do PSC duas vezes e do PMDB também em mais de uma ocasião. E só não mudou de partido novamente este ano porque ficou com medo das conseqüências da decisão do TSE, que declarou que a vaga pertence aos partidos e não aos parlamentares.
6. Quer mais? O também deputado federal Lúcio Vale se elegeu pelo PMDB e hoje está no PR. O estadual Martinho Carmona foi reconduzido à Assembléia Legislativa pelo PDT e encontra-se atualmente no PMDB, mesmo partido onde foi parar os deputados estaduais Alessandro Novelino, eleito pelo PSC, e Josefina do Carmo, eleita pelo PFL (hoje DEM).
Além desses, fala-se de muitos outros políticos que só ainda não se filiaram aos partidos da base do governo estadual porque levam uma fama tão ruim nas costas que os caciques desses partidos vêem com restrição seus ingressos nas legendas. Se dependesse só dos candidatos ao troca-troca, eles já estariam dormindo abraçados ao governo [oficialmente, porque extra-oficialmente são baba-ovos de primeira categoria do governo do Estado].
Isso, para falar somente no Estado do Pará. Se ampliar a avaliação para o País, aí a coisa desanda de vez.
Com tudo isso, ainda querem que nós, pobres mortais, acreditemos na classe política e a levemos a sério. Assim não dá, senhores políticos!
terça-feira, 10 de julho de 2007
Inversão de prioridades
Há coisas que não se pode explicar, quando se fala de administração pública, especialmente quando se trata das administrações municipais. Alguns prefeitos parecem não ter noção de seus atos como gestores do dinheiro público, e cometem asneiras atrás de asneiras no decorrer de todo o mandato.
Ainda agora, alguns chamados administradores que estão à frente das prefeituras de municípios praianos, apesar de há muito tempo não pagarem [ou o fazerem muito porcamente] fornecedores e funcionários públicos e de aparecer nas pesquisas com altíssimos índices de rejeição por isso, acham que fazendo longos fins de semana com festas nas praias irão recuperar a simpatia dos eleitores e demais moradores de seus municípios.
Mesmo devendo a fornecedores por compras e serviços prestados em 2005 e 2006, e estarem pagando aos servidores com dias ou meses de atraso, esses tais preferem pagar caro para bandas de fora cantar nos palcos montados nas praias, do que utilizar esse dinheiro para atualizar os pagamentos de quem teve custos para realizar serviços e fornecer mercadorias às prefeituras. Esses fornecedores ficam meses a fio humilhados por secretários de Finanças ou tesoureiros que parecem ser os donos do dinheiro da prefeitura, tal é a arrogância com que tratam os credores do município. Como se os credores não tivessem o direito de cobrar o que é seu e as prefeituras e seus incompetentes prefeitos não tivessem a obrigação de pagar o que compram ou contratam.
Alguém pode ainda tentar defender esses absurdos com o argumento de que o povo tem direito ao lazer. Com o que concordo plenamente, mas convenhamos que é preciso estabelecer uma ordem de prioridade para atendimento dos "direitos da população".
O direito à saúde de qualidade, educação, merenda escolar, segurança pública, água tratada, esgoto, asfalto, etc. tem de vir antes do direito a uma hora, uma hora e meia, de música na praia, que não enche barriga de ninguém. Pelo contrário, passada a euforia, os problemas e as carências da comunidade parecem ainda maiores do que antes.
Para ser sincero, em quase 20 anos no sul do Pará, nunca tinha visto uma safra tão ruim de prefeitos em toda a região, com raríssimas e louváveis exceções. Lamentável, mas é o teor da nossa situação atual. Ainda bem que 2008 está bem aí...
Ainda agora, alguns chamados administradores que estão à frente das prefeituras de municípios praianos, apesar de há muito tempo não pagarem [ou o fazerem muito porcamente] fornecedores e funcionários públicos e de aparecer nas pesquisas com altíssimos índices de rejeição por isso, acham que fazendo longos fins de semana com festas nas praias irão recuperar a simpatia dos eleitores e demais moradores de seus municípios.
Mesmo devendo a fornecedores por compras e serviços prestados em 2005 e 2006, e estarem pagando aos servidores com dias ou meses de atraso, esses tais preferem pagar caro para bandas de fora cantar nos palcos montados nas praias, do que utilizar esse dinheiro para atualizar os pagamentos de quem teve custos para realizar serviços e fornecer mercadorias às prefeituras. Esses fornecedores ficam meses a fio humilhados por secretários de Finanças ou tesoureiros que parecem ser os donos do dinheiro da prefeitura, tal é a arrogância com que tratam os credores do município. Como se os credores não tivessem o direito de cobrar o que é seu e as prefeituras e seus incompetentes prefeitos não tivessem a obrigação de pagar o que compram ou contratam.
Alguém pode ainda tentar defender esses absurdos com o argumento de que o povo tem direito ao lazer. Com o que concordo plenamente, mas convenhamos que é preciso estabelecer uma ordem de prioridade para atendimento dos "direitos da população".
O direito à saúde de qualidade, educação, merenda escolar, segurança pública, água tratada, esgoto, asfalto, etc. tem de vir antes do direito a uma hora, uma hora e meia, de música na praia, que não enche barriga de ninguém. Pelo contrário, passada a euforia, os problemas e as carências da comunidade parecem ainda maiores do que antes.
Para ser sincero, em quase 20 anos no sul do Pará, nunca tinha visto uma safra tão ruim de prefeitos em toda a região, com raríssimas e louváveis exceções. Lamentável, mas é o teor da nossa situação atual. Ainda bem que 2008 está bem aí...
segunda-feira, 9 de julho de 2007
Jacundá se prepara para a 3ª Feicaj
Vem aí a 3ª Feira de Indústria, Comércio e Artes de Jacundá (Feicaj), uma realização da Associação Comercial e Industrial daquele município. O evento, programado para começar no dia 9 de agosto no Estádio Mulatão, terá a participação de empresas regionais e locais que já reservaram espaços para seus estandes.
Apresentação de grupos de danças, desfile de moda, apresentações artísticas e vendas de comidas típicas fazem parte da programação da feira, que terá também atrações como as bandas Calypso e Caviar com Rapadura.
O presidente da Acij, empresário Marcelo Porto, está à frente da coordenação da festa.
Apresentação de grupos de danças, desfile de moda, apresentações artísticas e vendas de comidas típicas fazem parte da programação da feira, que terá também atrações como as bandas Calypso e Caviar com Rapadura.
O presidente da Acij, empresário Marcelo Porto, está à frente da coordenação da festa.
Expectativa
O prefeito cassado de Nova Ipixuna, José Pereira de Almeida, o Zezão (PT), ainda não perdeu as esperanças de voltar ao cargo. Aguarda, ansiosamente, manifestação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em recurso interposto por ele contra a decisão que o afastou da prefeitura.
Ele conta que o Tribunal colocou seu processo em pauta por duas vezes, mas acabou não julgando o feito. Agora, segundo ele, é esperar que o TSE volte do recesso de julho e torcer para que o processo seja julgado nas sessões de agosto, acabando de vez com a agonia do prefeito que exercia seu segundo mandato na administração de Nova Ipixuna.
Ele conta que o Tribunal colocou seu processo em pauta por duas vezes, mas acabou não julgando o feito. Agora, segundo ele, é esperar que o TSE volte do recesso de julho e torcer para que o processo seja julgado nas sessões de agosto, acabando de vez com a agonia do prefeito que exercia seu segundo mandato na administração de Nova Ipixuna.
Farra com o nosso dinheiro
Sob pressão de suas bases nos municípios, os deputados federais podem, a qualquer momento, promover uma nova farra com o dinheiro público. Voltou à pauta da Câmara a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS) que recria as mais de 8,5 mil vagas de vereador sepultadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas eleições municipais de 2004.
Tudo para tentar emplacar nas Câmaras Municipais, em 2008, os cabos eleitorais que darão suporte às tentativas de reeleição dos senhores deputados federais em 2010. Fazer sombra com o chapéu alheio [no caso, o do contribuinte] é a intenção dos nossos queridos parlamentares federais.
Para disfarçar a pouca-vergonha, os defensores da PEC justificam a atitude dizendo que a diminuição do número de vereadores não reduziu os gastos das Câmaras Municipais, como era esperado.
A bem da verdade, os gastos continuaram altos pela má-vontade dos vereadores de tomar atitudes que pudessem baixar as despesas. Pelo contrário, aumentaram os gastos dos Legislativos, principalmente em diárias duvidosas para os próprios vereadores, que passaram, teoricamente, a viajar mais com o dinheiro do contribuinte. Suspeita-se que fazendo turismo, na maioria das vezes, já que resultados práticos em benefício das comunidades não apareceram.
Tudo para tentar emplacar nas Câmaras Municipais, em 2008, os cabos eleitorais que darão suporte às tentativas de reeleição dos senhores deputados federais em 2010. Fazer sombra com o chapéu alheio [no caso, o do contribuinte] é a intenção dos nossos queridos parlamentares federais.
Para disfarçar a pouca-vergonha, os defensores da PEC justificam a atitude dizendo que a diminuição do número de vereadores não reduziu os gastos das Câmaras Municipais, como era esperado.
A bem da verdade, os gastos continuaram altos pela má-vontade dos vereadores de tomar atitudes que pudessem baixar as despesas. Pelo contrário, aumentaram os gastos dos Legislativos, principalmente em diárias duvidosas para os próprios vereadores, que passaram, teoricamente, a viajar mais com o dinheiro do contribuinte. Suspeita-se que fazendo turismo, na maioria das vezes, já que resultados práticos em benefício das comunidades não apareceram.
sábado, 7 de julho de 2007
O Araguaia vive
Começa hoje a temporada de veraneio na Praia do Pontão, no município de Xinguara. A abertura oficial será logo mais à noite, quando o prefeito José Davi Passos (PT) receberá convidados e declarará aberta a temporada.
Todos os anos, a prefeitura investe na infra-estrutura e em programação especial de lazer para a comunidade e visitantes. Por suas grandes belezas e tranqüilidade, o local atrai turistas de todo o Brasil. A praia aparece bem no meio do Rio Araguaia, na divisa dos Estados do Pará e Tocantins. É um dos locais de natureza exuberante que vem sendo mostrados aqui no blog, na série de imagens "Belezas do sul do Pará".
Todos os anos, a prefeitura investe na infra-estrutura e em programação especial de lazer para a comunidade e visitantes. Por suas grandes belezas e tranqüilidade, o local atrai turistas de todo o Brasil. A praia aparece bem no meio do Rio Araguaia, na divisa dos Estados do Pará e Tocantins. É um dos locais de natureza exuberante que vem sendo mostrados aqui no blog, na série de imagens "Belezas do sul do Pará".
quinta-feira, 5 de julho de 2007
Novo gerente na Emater

O Escritório Regional da Emater em Marabá tem novo gerente. É o engenheiro agrônomo Luiz Renato Teixeira Santos (foto), que assumiu a função esta semana. O antigo gerente regional, o também agrônomo Raul Batista de Figueiredo, foi transferido para Belém, onde assumiu o cargo de diretor administrativo, no lugar do pedagogo Williamson do Brasil Lima, o Zuca, que, por sua vez, foi nomeado para a presidência da Emater.
Luiz Renato tem 27 anos e é formado pela Universidade Federal de Viçosa (MG), tendo se especializado em Administração Rural. Fortalecer a assistência técnica para a agricultura familiar, incentivando a diversificação da produção e organizando cooperativas e associações, é o objetivo de Luiz Renato na Gerência Regional da Emater.
Tucumã - Batalhão de choque na ofensiva tenta cassar vereador
A turma da situação em Tucumã continua a todo vapor. Em sessão na Câmara Municipal, nesta quarta-feira, o vereador Aguinaldo Dias da Silva (PSB), da oposição, por pouco não foi cassado. A acusação: desvio de material de construção comprado para a reforma do prédio da Câmara, quando ele era o presidente da Casa, cargo do qual foi apeado recentemente pela bancada governista, em episódio no mínimo nebuloso, sem querer aqui defender a ninguém.
O placar de ontem no Legislativo: 5 a 4 a favor de Aguinaldo. Foi por um triz que o prefeito Alan de Souza Azevedo (PR) não se livrou de um dos seus maiores adversários [para não dizer inimigo] na Câmara de Vereadores.
O engraçado é que Câmara que demonstra defender a probidade no caso do vereador da oposição é a mesma que já empurrou quatro denúncias de corrupção contra Alan Azevedo para debaixo do tapete.
O placar de ontem no Legislativo: 5 a 4 a favor de Aguinaldo. Foi por um triz que o prefeito Alan de Souza Azevedo (PR) não se livrou de um dos seus maiores adversários [para não dizer inimigo] na Câmara de Vereadores.
O engraçado é que Câmara que demonstra defender a probidade no caso do vereador da oposição é a mesma que já empurrou quatro denúncias de corrupção contra Alan Azevedo para debaixo do tapete.
Carajás - Um passo à frente
Célio Azevedo/Agência Senado
A primeira batalha na luta pela criação do Estado de Carajás foi vencida ontem, quando a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou o projeto de decreto legislativo do senador Leomar Quintanilha (PMDB-TO). Agora, a matéria seguirá para o plenário da Casa e, se aprovado, será enviado para apreciação da Câmara dos Deputados.
Caso o plenário do Senado dê o seu aval à realização do plebiscito, quando chegar à Câmara ao projeto de Quintanilha deve ser apensado outro projeto, mais antigo, de autoria do deputado Giovanni Queiroz (PDT-PA). A partir daí, passa a ser um projeto único para avaliação dos senhores deputados federais.
Em conversa com o blog ontem à noite, Giovanni demonstrou muito otimismo para as etapas seguintes do processo. Mas alertou que o otimismo não pode afetar o trabalho de todos em prol da causa.
A estratégia montada por ocasião do 1º Simpósio Pró-Criação dos Estados de Carajás e Tapajós, em junho, vai prosseguir com vigor. Continua, por exemplo, a coleta de assinaturas em todos os municípios da região. O objetivo é levar a Brasília um abaixo-assinado com 500 mil assinaturas, para demonstrar ao Congresso e ao governo federal a vontade dos sul-paraenses de ter o seu Estado emancipado. Leia mais aqui.
Hasta la vista, baby!
Salve, salve! O Brasil ainda tem jeito!
Flagrado em gravações da Polícia Federal repartindo dinheiro roubado do contribuinte do Distrito Federal, o senador Joaquim Roriz (PMDB-DF), cria do ex-governador de Goiás e atual prefeito de Goiânia Íris Rezende (PMDB), renunciou ontem ao cargo para escapar do processo de cassação no Conselho de Ética (?) do Senado.
A renúncia foi apressada pela decisão da Mesa Diretora da Casa de encaminhar a denúncia do PSOL contra o agora ex-senador para o CE.
Roriz foi acusado de negociar a partilha de R$ 2,2 milhões com o ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), Tarcísio Franklin de Moura. De acordo com as gravações da polícia, a distribuição do butim entre os ladrões seria feita no escritório do empresário Nenê Constantino, que é nada mais nada menos do que o presidente do Conselho de Administração da companhia aérea Gol.
O suplente de Roriz, Gim Argello, ex-deputado distrital de Brasília, também responde a processos na Justiça. Ou seja: sai um bandido, entra outro. Moral da história: comemorei cedo demais, na saudação que abre esta nota.
quarta-feira, 4 de julho de 2007
Operação Arroba
Banco de Imagens/Jornal Opinião

Do Portal ORM, agora de manhã:
Dando seqüência à ação de combate ao esquema de sonegação fiscal em frigoríficos, a Polícia Federal realiza, na manhã desta quarta-feira (4), a operação 'Arroba', com objetivo de cumprir 25 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal nas cidades de Belém, Castanhal, Redenção e Xinguara, no Pará, além dos estados da Paraíba, Pernambuco, Piauí e Maranhão. A fraude foi avaliada em R$100 milhões.
Leia mais aqui.
Desabafo
Reprodução: Imagem de TV/O Liberal Online
A morte de um segurança [Antônio Carlos Barbosa, 40 anos, foto ao lado] na frente das câmeras de TV em um posto de saúde da Marambaia, bairro de Belém, na última segunda-feira, chocou o Estado. Durante uma hora, desde a chegada à unidade de saúde do município, o homem agonizou e teve sucessivos ataques, sem que ninguém fizesse algo efetivo para salvar-lhe a vida. A falta de estrutura material e humana naquela unidade mostrou-se visível e, muito mais cristalina, a insensibilidade humana do corpo de funcionários do posto, que tratou o caso de forma mecânica, sem nenhum sentimento de misericórdia ou piedade para com o pobre pai de família.
Agora, depois do leite derramado, aparecem os urubus de plantão, como o falso médico que a população de Belém elegeu como prefeito, o indivíduo conhecido como Duciomar Costa (PTB), que apareceu na imprensa com o velho e manjado discurso do "mandamos apurar com rigor e todos os culpados devem ser punidos".
Ora, faça-me o favor, senhor prefeito, o principal culpado é o senhor mesmo, que deixou a unidade à míngua, sem profissionais adequados e equipamentos básicos para salvar vidas. A vida humana, aliás, é tratada pelos políticos [na sua esmagadora maioria] como algo descartável, sem valor.
A morte do segurança, por ter sido mostrada na TV e nos jornais, provocou discursos exacerbados na Câmara Municipal de Belém, promessas de providências pelo Ministério Público na capital, reações na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e até da secretária de Justiça e Direitos Humanos do governo do Estado. Todas as reações muito justas, se não fosse por um detalhe: se a TV não tivesse registrado a morte e a negligência do Estado no atendimento da vítima fatal, todos os órgãos acima citados, absolutamente todos, não teriam reagido com tanta força e "preocupação".
Mas voltando aos possíveis culpados pelo episódio, é preciso incluir aí as autoridades do Estado e da União, que não se movem para transformar o Sistema Único de Saúde (SUS) em alguma coisa mais digna, deixando o contribuinte e os cidadãos em geral desassistidos de atendimento. Morrem centenas [talvez milhares] de pessoas por dia, neste País, por falta de atendimento médico e de leitos nos hospitais públicos.
E aí revolta só de lembrar que há pouco tempo, muito pouco mesmo, o senhor presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, teve a cara-de-pau de dizer em rede nacional de TV que a saúde pública no Brasil é quase perfeita. Diga isso, senhor presidente, à filha do segurança morto em Belém porque os recursos de Brasília são escassos e os que chegam aos Estados e municípios, muitas vezes, ainda são desviados para outros fins. Diga isso, senhor presidente, aos pacientes que precisam de medicamentos controlados para sobreviver e não os encontram nas farmácias dos hospitais públicos brasileiros.
Um homem de 40 anos perde a vida de forma cruel, depois de uma hora infartado esperando em vão o atendimento numa unidade pública de saúde. E os mensaleiros, sanguessugas e outras pragas da política brasileira estão por aí a rir da cara dos cidadãos, porque embolsaram [e continuam embolsando] o dinheiro que deveria equipar nossos hospitais e postos de saúde, pagar melhor os profissionais e contratar mais gente para atender a população.
E em todos esses casos o presidente prefere se omitir, dizendo que nada sabe, que nunca ouviu falar, que é surdo, mudo e cego quando se trata de combater a corrupção no País.
Está aí o caso do presidente do Senado, sobre o qual os membros do Conselho de Ética (?) fazem piada e chacota, transformando-nos a todos, brasileiros, em verdadeiros palhaços da Nação, com a conivência total do Palácio do Planalto e dos partidos de sua base de apoio no Congresso, incluindo o PT, partido de sua excelência o presidente da República Federativa do Brasil.
A morte de um segurança [Antônio Carlos Barbosa, 40 anos, foto ao lado] na frente das câmeras de TV em um posto de saúde da Marambaia, bairro de Belém, na última segunda-feira, chocou o Estado. Durante uma hora, desde a chegada à unidade de saúde do município, o homem agonizou e teve sucessivos ataques, sem que ninguém fizesse algo efetivo para salvar-lhe a vida. A falta de estrutura material e humana naquela unidade mostrou-se visível e, muito mais cristalina, a insensibilidade humana do corpo de funcionários do posto, que tratou o caso de forma mecânica, sem nenhum sentimento de misericórdia ou piedade para com o pobre pai de família.Agora, depois do leite derramado, aparecem os urubus de plantão, como o falso médico que a população de Belém elegeu como prefeito, o indivíduo conhecido como Duciomar Costa (PTB), que apareceu na imprensa com o velho e manjado discurso do "mandamos apurar com rigor e todos os culpados devem ser punidos".
Ora, faça-me o favor, senhor prefeito, o principal culpado é o senhor mesmo, que deixou a unidade à míngua, sem profissionais adequados e equipamentos básicos para salvar vidas. A vida humana, aliás, é tratada pelos políticos [na sua esmagadora maioria] como algo descartável, sem valor.
A morte do segurança, por ter sido mostrada na TV e nos jornais, provocou discursos exacerbados na Câmara Municipal de Belém, promessas de providências pelo Ministério Público na capital, reações na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e até da secretária de Justiça e Direitos Humanos do governo do Estado. Todas as reações muito justas, se não fosse por um detalhe: se a TV não tivesse registrado a morte e a negligência do Estado no atendimento da vítima fatal, todos os órgãos acima citados, absolutamente todos, não teriam reagido com tanta força e "preocupação".
Mas voltando aos possíveis culpados pelo episódio, é preciso incluir aí as autoridades do Estado e da União, que não se movem para transformar o Sistema Único de Saúde (SUS) em alguma coisa mais digna, deixando o contribuinte e os cidadãos em geral desassistidos de atendimento. Morrem centenas [talvez milhares] de pessoas por dia, neste País, por falta de atendimento médico e de leitos nos hospitais públicos.
E aí revolta só de lembrar que há pouco tempo, muito pouco mesmo, o senhor presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, teve a cara-de-pau de dizer em rede nacional de TV que a saúde pública no Brasil é quase perfeita. Diga isso, senhor presidente, à filha do segurança morto em Belém porque os recursos de Brasília são escassos e os que chegam aos Estados e municípios, muitas vezes, ainda são desviados para outros fins. Diga isso, senhor presidente, aos pacientes que precisam de medicamentos controlados para sobreviver e não os encontram nas farmácias dos hospitais públicos brasileiros.
Um homem de 40 anos perde a vida de forma cruel, depois de uma hora infartado esperando em vão o atendimento numa unidade pública de saúde. E os mensaleiros, sanguessugas e outras pragas da política brasileira estão por aí a rir da cara dos cidadãos, porque embolsaram [e continuam embolsando] o dinheiro que deveria equipar nossos hospitais e postos de saúde, pagar melhor os profissionais e contratar mais gente para atender a população.
E em todos esses casos o presidente prefere se omitir, dizendo que nada sabe, que nunca ouviu falar, que é surdo, mudo e cego quando se trata de combater a corrupção no País.
Está aí o caso do presidente do Senado, sobre o qual os membros do Conselho de Ética (?) fazem piada e chacota, transformando-nos a todos, brasileiros, em verdadeiros palhaços da Nação, com a conivência total do Palácio do Planalto e dos partidos de sua base de apoio no Congresso, incluindo o PT, partido de sua excelência o presidente da República Federativa do Brasil.
Prefeito de Tucumã se defende
Em linha direta, o prefeito de Tucumã, Alan de Souza Azevedo (PR), dá a sua versão para os recentes fatos políticos em seu município. Segundo ele, o vice-presidente da Comissão Pró-Tucumã, Antônio Barbosa Soares, o Cabeça Branca, não foi ameaçado pela presidente do Conselho Interativo de Segurança e Justiça (Cisju), Socorro Biagi, conforme foi publicado pela imprensa. Na versão do prefeito, Socorro foi apenas conversar com Cabeça Branca para tentar dissuadí-lo de liderar novas manifestações e tentar mostrar o perigo de se perder o controle sobre os manifestantes, com conseqüências imprevisíveis a partir daí.
O que Alan Azevedo não explicou é porque para conversar com Antônio Barbosa Soares, a presidente do Cisju, Socorro Biagi, precisou levar consigo uma advogada, um delegado de polícia, um tenente e vários outros policiais militares. Não há como negar que a presença de toda essa "comitiva" deixa transparecer uma vontade de intimidar o líder comunitário.
Azevedo disse que o clima de tensão em Tucumã foi criado por pessoas ligadas aos partidos de oposição, especialmente ao PSB e ao PT da vice-prefeita Lucilei Guedes. Não falou claramente, mas insinuou nas entrelinhas que as manifestações têm sido feitas com o intuito de beneficiar a vice-prefeita, que, segundo ele, quer a cadeira de prefeito.
O prefeito falou, ainda, que o Poder Executivo não interferiu na decisão do promotor Márcio Silva Maués de Faria de chamar os donos de carros de som para assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), em que se comprometeram a não divulgar mensagens que incitem manifestações em frente a prédios públicos. Alan garante que os carros de som estavam convocando a população para "queimar a prefeitura" e entende que o promotor agiu corretamente.
Há relatos, no entanto, de que a presidente do Cisju, Socorro Biagi, que também é funcionária comissionada do Executivo, participou da reunião entre o representante do Ministério Público e os donos de carros de som. É preciso esclarecer o porquê de uma funcionária de confiança do prefeito participar desta reunião, se não havia nenhum interesse e interferência do Executivo na ação da Promotoria.
Por fim, Alan Azevedo justifica o problema que deu origem às manifestações em seu município, inclusive com a interdição de ruas. Segundo ele, o carro-pipa que deveria jogar água nas ruas para diminuir a poeira quebrou, o que impediu que a prefeitura aliviasse o sofrimento das pessoas que moram nas ruas de maior movimento.
De forma democrática, está dado o recado do prefeito Alan Azevedo, apesar das dúvidas que ainda pairam sobre vários pontos da questão.
O que Alan Azevedo não explicou é porque para conversar com Antônio Barbosa Soares, a presidente do Cisju, Socorro Biagi, precisou levar consigo uma advogada, um delegado de polícia, um tenente e vários outros policiais militares. Não há como negar que a presença de toda essa "comitiva" deixa transparecer uma vontade de intimidar o líder comunitário.
Azevedo disse que o clima de tensão em Tucumã foi criado por pessoas ligadas aos partidos de oposição, especialmente ao PSB e ao PT da vice-prefeita Lucilei Guedes. Não falou claramente, mas insinuou nas entrelinhas que as manifestações têm sido feitas com o intuito de beneficiar a vice-prefeita, que, segundo ele, quer a cadeira de prefeito.
O prefeito falou, ainda, que o Poder Executivo não interferiu na decisão do promotor Márcio Silva Maués de Faria de chamar os donos de carros de som para assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), em que se comprometeram a não divulgar mensagens que incitem manifestações em frente a prédios públicos. Alan garante que os carros de som estavam convocando a população para "queimar a prefeitura" e entende que o promotor agiu corretamente.
Há relatos, no entanto, de que a presidente do Cisju, Socorro Biagi, que também é funcionária comissionada do Executivo, participou da reunião entre o representante do Ministério Público e os donos de carros de som. É preciso esclarecer o porquê de uma funcionária de confiança do prefeito participar desta reunião, se não havia nenhum interesse e interferência do Executivo na ação da Promotoria.
Por fim, Alan Azevedo justifica o problema que deu origem às manifestações em seu município, inclusive com a interdição de ruas. Segundo ele, o carro-pipa que deveria jogar água nas ruas para diminuir a poeira quebrou, o que impediu que a prefeitura aliviasse o sofrimento das pessoas que moram nas ruas de maior movimento.
De forma democrática, está dado o recado do prefeito Alan Azevedo, apesar das dúvidas que ainda pairam sobre vários pontos da questão.
Novo dia
A péssima qualidade da conexão de internet impediu que fizéssemos novas postagens nesta terça-feira. Vamos torcer para que hoje tudo seja diferente. Agradecemos a compreensão dos nossos amigos que aparecem por aqui em busca de informações do sul e sudeste do Pará.
segunda-feira, 2 de julho de 2007
Lei da mordaça
É difícil acreditar que, em pleno século 21, ainda aconteçam coisas como as que estão ocorrendo em Tucumã, cidade localizada às margens da rodovia PA-279, no sul do Pará. Ali, acuado por denúncias de corrupção, o prefeito Alan de Souza Azevedo (PR), agora achou de enviar "mensageiros" para ameaçar os cidadãos que fazem oposição ao seu jeito de governar.Depois de muitas outras notícias do descalabro administrativo que tomou conta da cidade, desde que Azevedo recebeu as chaves da prefeitura, em 2005, agora chega a informação de que, na última sexta-feira, o feirante e presidente de uma associação rural, Antônio Barbosa Soares, mais conhecido como "Cabeça Branca" (foto), foi ameaçado pela presidente do Conselho Interativo de Segurança e Justiça (Cisju), Socorro Biagi [funcionária comissionada do município], e por uma advogada da prefeitura identificada apenas como "dra. Shirley", que, para intimidar o feirante, de 74 anos de idade, levaram a tiracolo um delegado de polícia, um oficial da PM e vários policiais militares. Tudo porque "Cabeça Branca" vem liderando manifestações públicas contra o governo de Alan Azevedo.
Ora, até onde se sabe, em nenhuma manifestação feita até aqui, houve depredação de patrimônio e nenhuma agressão que pudesse ser considerada crime. A Constituição da República Federativa do Brasil garante a expressão de pensamentos e manifestações pacíficas por parte de qualquer cidadão.
Ao ameaçar o lider comunitário, o prefeito e/ou seus auxiliares [para não dizer de outra forma] pretende colocar uma mordaça na boca da população, como se esta fosse obrigada a assistir calada aos desmandos e à inércia da administração municipal. Uma vergonha que precisa ser combatida com força e coragem. A governadora Ana Júlia (PT) precisa determinar que se apure com rigor o que faziam policiais militares e até um delegado de polícia no local e horário da tentativa de intimidação a "Cabeça Branca", fato testemunhado por muita gente no Mercado Municipal.
Para agravar ainda mais a situação, os proprietários de carros de som foram "convidados" pelo promotor de Justiça Márcio Silva Maués de Faria a assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) pelo qual ficaram impedidos de divulgar "mensagens que incitem manifestações populares em frente a órgãos públicos". Soa estranha a iniciativa do digno representante do MP, justamente no momento que os carros faziam a divulgação da "carta aberta" da Comissão Pró-Tucumã [já publicada aqui no blog] contra a administração de Alan Azevedo. Fato que também merece apuração rigorosa da Procuradoria de Justiça do Estado.
Num município onde os índices de homicídios e outros crimes bárbaros ultrapassam em muito os limites aceitáveis, o Ministério Público e as Polícias Civil e Militar deveriam estar envolvidos em outras preocupações, que não as manifestações pacíficas contra o prefeito municipal. Há crimes horrendos ocorridos nos últimos anos naquela região, sem uma resposta adeqüada da Polícia, do MP e do Judiciário: seqüestros seguidos de morte, assassinatos em praça pública, uma família inteira morta dentro de casa. Esta é a Tucumã dos tempos atuais, onde os cidadãos de bem são intimidados para se calar, enquanto os marginais deitam e rolam amedrotando a população.
Tive a oportunidade de entrevistar o prefeito Alan Azevedo, ainda quando candidato eleito no final de 2004. Saí da entrevista sinceramente entusiasmado com as idéias daquele engenheiro florestal para recuperar um município tão massacrado nos últimos anos. Confesso minha decepção, dois anos e meio depois, ao saber que Tucumã está ainda mais afundada, abandonada por quem, em tese, tinha a obrigação de trabalhar por seu povo.
Sem querer incentivar qualquer coisa, até para que o blog também não seja convidado a assinar um TAC, creio que melhor faria o prefeito Alan se cumprisse o que foi motivo de boatos na última semana: renunciasse ao cargo. Seria um ato de grande decência para quem provocou tanta esperança no povo de Tucumã, mas não foi capaz de manter seus compromissos com aquela comunidade tão sofrida. Nada tenho de pessoal contra o prefeito, mas compartilho da sensação de abandono na qual vive hoje uma gente muito trabalhadora e honrada que é a comunidade tucumãense.
Na lista do adeus
Mais um secretário estadual na lista dos que podem deixar o governo a qualquer momento: Valmir Ortega, secretário de Meio Ambiente. A cada dia que passa, o governo Ana Júlia se mostra mais confuso. O setor florestal pode esperar: se Ortega sair, as ações do setor, que já caminham a passos de cágado desde o início do atual governo, serão prejudicadas, podendo voltr à estaca zero.
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